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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Paraná confirma retorno às aulas no dia 18 na rede estadual, mas modelo híbrido é adiado para 1º de março; Veja como será

Foto: Divulgação

Conforme antecipou o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), o governo do Paraná adiou para 1º de março o início das aulas no modelo híbrido em escolas públicas estaduais. Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed), o início do ano letivo está mantido para 18 de fevereiro, mas ainda com atividades remotas por meio do Aula Paraná, na TV Aberta, aplicativo, YouTube, Google Classroom e atividades impressas, assim como aconteceu no ano passado. As aulas presenciais na rede estadual estão suspensas desde 20 de março de 2020 por causa da pandemia de coronavírus. . “Nosso plano já previa alguns dias de treinamento. Tivemos um pedido de mais de 2 mil diretores de mais alguns dias para prepararem as escolas com mais eficiência. Também temos a organização do transporte escolar nos municípios, cujo pagamento será antecipado neste mês. É um modelo seguro e com ensino moderno, com aulas híbridas e síncronas, com interação ao vivo”, destacou o secretário estadual de Educação, Renato Feder, durante coletiva de imprensa que aconteceu nesta terça-feira (9) para anunciar o cronograma da rede de ensino.


De acordo com informações repassadas pela Seed, em entrevista coletiva na tarde desta terça (9), até o dia 1º de março, os estudantes terão uma revisão dos conteúdos de 2020. A  Seed pretende abrir as escolas entre os dias 24 e 26 fevereiro com atendimentos agendados, além de promover reuniões online, para que os estudantes recebam orientações sobre o protocolo sanitário e como funcionará o modelo híbrido. O retorno dos alunos será a partir do dia 1º de acordo com cronograma acertado entre a Seed e a secretaria de Estado de Saúde, que prevê retorno por três grupos de faixa etária. 


Veja o cronograma estabelecido pela secretaria:


18 /02 -  início do ano letivo com aulas remotas para reforço dos conteúdos de 2020 e nivelamento;

18, 19, 22 e 23/02 - gestores, professores, pedagogos e demais funcionários passam por treinamento pedagógico e sanitário;

24 e 26/02 - estudantes vão até as escolas seguindo escalonamento para entender modelo híbrido e normas sanitárias;

01/03 - início das aulas presenciais no modelo híbrido.


Como será o retorno escalonado


Primeira semana - Educação Infantil e Fundamental I;

Segunda semana - Fundamental II;

Terceira semana - Ensino Médio e Ensino Profissionalizante.


*As escolas que ofertem estas modalidades em turnos distintos poderão antecipar o retorno.


Como vai funcionar modelo híbrido


Quando iniciar em março, o modelo híbrido irá funcionar de duas maneiras. Uma delas será o formato síncrono, no qual um único professor dará a mesma aula tanto para os estudantes que estão em sala de aula quanto para os que estão em casa, com transmissão pelo Google Meet por meio de um notebook. Esse modelo deve começar em cerca de 850 colégios e irá aumentar gradualmente conforme são instalados pontos de internet rápida em mais salas de aula.“Para colocar todo esse projeto moderno e seguro de pé, temos escolas com internet de 100 Mega. São 23 mil salas de aula e aproximadamente 40 mil notebooks disponibilizados aos diretores. Essa é a garantia do modelo híbrido”, disse Feder.Já os demais 1,3 mil colégios vão iniciar o modelo híbrido junto com o Aula Paraná. Ou seja, o estudante vai à escola presencialmente em uma semana e na outra acompanha o conteúdo de casa, pelos canais de ensino online (TV, YouTube, aplicativos), realizando atividades enviadas pelos professores.


Segundo o diretor-geral da Secretaria de Saúde, Nestor Werner Junior, o processo de retorno às aulas terá um controle muito rigoroso de todos os atores envolvidos no processo, com objetivo de garantir a segurança durante a pandemia. “Estamos trabalhando de maneira conjunta o tema, entendendo que o processo precisa de uma discussão ampla. Essa decisão precisa ser segura. Construímos as condições sanitárias para um retorno seguro para a comunidade escolar”, arrematou.


Adesão ao modelo híbrido


Iniciada no último dia 29 de janeiro, a adesão ao modelo híbrido pode ser comunicada às escolas de forma remota ou presencial. O termo de compromisso para o retorno presencial está disponível no site educacao.pr.gov.br e nos próprios colégios, ou seja, pais e responsáveis podem optar por imprimir, assinar e levar no colégio; imprimir, assinar, escanear e enviar para o e-mail do colégio; ou preencher diretamente na instituição de ensino.


A adesão poderá ser feita a qualquer momento (até com as aulas em andamento), mas para definir o revezamento inicial serão consideradas as adesões feitas até o dia 18 de fevereiro. As que forem feitas posteriormente serão adequadas para as semanas seguintes.


Principais recomedações da Sesa para retorno às aulas


Distanciamento de dois metros, com implantação de mecanismos que evitem aglomerações, como fitas e cones;


Uso obrigatório de máscara;


Proibição de uso de bebedouros que exigem aproximação da boca;


Disposição de móveis, como carteiras, deve ser alterada para manter o distanciamento;


Uso de álcool em gel;


Espaços de uso público devem ficar arejados;


Desinfecção constante;


Aulas com esportes coletivos e modalidades de luta estão suspensas


Problemas no transporte escolar


O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), afirmou mais cedo nesta terça que as prefeituras estavam pressionando pelo adiamento por causa do transporte escolar. “Existe um movimento de algumas prefeituras no sentido de que elas sejam adiadas por alguns dias em função da adequação da frota. E além disso, umas adequações internas, é possível que essa volta seja adiada para 1º de março”, confirmou ele.Ontem, Bakri já tinha admitido a possibilidade de adiamento, alegando que prefeitos vinham reivindicando a medida, em função de dificuldades com a operacionalização do transporte escolar. O assunto foi levantado durante discussão sobre o projeto do governo que pretende incluir a educação entre as atividades presenciais que devem funcionar mesmo durante a pandemia do Covid-19.


Resistência dos professores


A APP-Sindicato, que representa professores e funcionários de escolas, é contra a voltas às aulas até que haja vacina para imunizar a população e os trabalhadores da área. Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT/Paraná) expediu recomendação ao secretário de Educação do estado do Paraná, Renato Feder, e à secretária municipal de Educação de Curitiba, Maria Silvia Bacila, para que seja reavaliada a decisão de retomada das aulas presenciais neste mês de fevereiro, tanto na rede pública, quanto na rede privada. De acordo com o MPT, a exposição dos profissionais de educação e dos estudantes a maior risco de contágio pela Covid-19 levará a um aumento dos casos e dos óbitos causados pela doença.


As informações são do Portal Bem Paraná

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