PARA CONTATOS ADICIONE O EMAIL: studiowj@hotmail.com OU (43) 9 8812-5277


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Idosos em asilos enfrentam o coronavírus, a solidão e muitas vezes o abandono da família

Esta época do ano, era muito aguardada pelos mais velhos, pois muitos deles deixavam as instituições e retornavam brevemente ao convívio familiar. Mas a Covid-19 mudou o cenário: idosos continuaram privados de suas atividades e isolados da família numa época que inspira o aconchego.​ Nos dez meses de pandemia, o isolamento foi tão árduo para esse grupo que fragilizou os laços familiares e resultou em casos de abandono para os que vivem em instituições. Eles foram as vítimas preferenciais do novo coronavírus. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde -com informações relativas à primeira semana de dezembro-, 73,8% dos mortos por Covid-19 tinham 60 anos ou mais. A fragilidade frente ao coronavírus exigiu medidas extremas para preservar os mais velhos, que passaram a enfrentar um isolamento social ainda mais severo do que os demais. Em asilos ao redor do país, a primeira medida adotada foi o fim das visitas. “O que mais sinto falta é das visitas das crianças, que vinham aqui sempre. Amo crianças”, diz Angelina Pereira Barbosa, 68, que vive no Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, em Sobradinho (DF). Angelina conta que havia perdido contato com a família, mas foi descoberta por parentes pela internet. Eles são de Mato Grosso do Sul e tinham planos de visitá-la em 2020, mas a pandemia cancelou o encontro. Além das crianças, a idosa diz sentir falta dos banhos de sol, momento em que colocava o papo em dia ao lado dos colegas. Angelina chegou a ter sintomas da Covid-19 e por isso foi isolada -o pior momento de sua vida, conta. “Fiquei 16 dias em isolamento, só conversando com uma funcionária. Me deu um pouco de depressão. Mas felizmente comecei a reagir, quando aprendi crochê”. O fim das visitas é considerado a pior parte da pandemia, afirma Elaine Alves Ribeiro de Araújo, sócia da Casa Clara Residencial para Idosos. As instituições criaram videochamadas para conectar os idosos aos familiares, mas, segundo Araújo, nem isso surtiu muito efeito pela falta de familiaridade do grupo com a tecnologia. Vejam mais no portal BANDA B, CLIQUE AQUI.

Nenhum comentário: