PARA CONTATOS ADICIONE O EMAIL: studiowj@hotmail.com OU (43) 9 8812-5277


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Avião que faz chover é testado pela Sanepar em Curitiba e região metropolitana

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) decidiu fazer chover por conta própria para amenizar a falta de água que atinge o estado desde o fim de 2019. A estatal está testando um sistema em que um avião bombardeia com mais água nuvens já carregadas para induzir precipitações em locais estratégicos. Em um mês, já foram induzidas dez chuvas nas proximidades dos reservatórios que abastecem Curitiba e região metropolitana, área que mais sofre com a pior estiagem da história do Paraná. A semeadura de nuvens, como é tecnicamente chamado o processo, é um dos projetos de pesquisa e inovação da Sanepar. A empresa Modclima, que detém a tecnologia com a aeronave adaptada para a formação de precipitação, fechou contrato de sete meses com a companhia no valor de R$ 2,84 milhões. Nesse período, a estatal vai levantar estatísticas da quantidade de chuva produzida em áreas estratégicas para o abastecimento para ter parâmetros na utilização do serviço mais vezes. Antes de o avião decolar do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, uma equipe acompanha as condições climáticas. Se forem identificadas nuvens com capacidade para formar uma boa quantidade de chuva nas proximidades dos reservatórios ou da bacia que leva água às barragens, a aeronave decola carregando um reservatório com 300 litros de água potável. A partir de dispositivos instalados em cada asa do avião, gotículas minúsculas são injetadas para que junto com água que já há na nuvem se formem gotas maiores, que caem com o próprio peso em forma de chuva.
A água lançada no regime de turbulência para o interior na nuvem tem padrões técnicos bem criteriosos, com gotas de dimensões controladas. O tamanho das gotículas varia entre 50 a 70 micrometros. São entre 30 e 50 microgotas por centímetro quadrado. O processo é completamente físico, envolvendo os mesmos princípios de termodinâmica e transferência de calor que já ocorrem nas nuvens na formação natural da chuva. “Esse processo é como um empurrãozinho na nuvem para que chova”, ilustra o o gerente de Pesquisa e Inovação da Sanepar, Gustavo Possetti. Ao contrário de outros tipos de semeadura de nuvens, o que a Sanepar está testando não usa nenhum produto químico. “O interessante nesse sistema é que é uma fonte limpa, com água potável injetada nas nuvens. Optamos por não usar nenhum produto químico nesse processo para não trazer riscos ao abastecimento e ao meio ambiente”, afirma Possetti. A semeadura de nuvens já foi utilizada pela Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo, na crise hídrica do estado vizinho entre 2014 e 2015. Além disso, é uma técnica utilizada na irrigação na agricultura em áreas que sofrem com a estiagem. Informações da Tribuna do PR. LEIA MAIS

Nenhum comentário: