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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Borrazópolis a terra de grandes monumentos do Paraná

Já foi chamada de Catugi, e como - Terra dos Cafezais ficou conhecida nesse Vale do Ivaí. A queridinha cidadezinha de muitos que já se foram se formou com trabalho dos sonhadores que acreditavam no progresso de nossa Borrazópolis, cidade altaneira situada no Norte do Paraná. Num tempo não muito longínquo, aqui nessa terra de poucos e muitos próximos, as pessoas estavam vivendo como em cidade grande, as pessoas não mais se reuniam nas ruas, e nem mais se apreciavam os espaços públicos aproveitando a exemplo, o entardecer. Nos últimos anos a pacata cidade do interior tem ganhado um ar especial, tem acolhido seus filhos nas praças, no lago e nas ruas com algo a mais a se apreciar. A arte deu o ar da graça. Transcendendo-se nos logradouros, estamos rodeados pela sensibilidade do olhar, do toque, das cores, do fazer especial. Diga-se de passagem, são poucos, os que conseguem elaborar, esses são certamente especiais, nos emprestam um pouco de si, da vida, das suas características, retratam a partir de sua lente criativa, o belo, o simples, que nos levam a sensação de conforto e desconforto. Não sabemos muito bem explicar, mas as artes têm a capacidade de produzir um efeito sobre nós, isso é inquestionável. Permeada por germinação artística, é assim, que cá estamos crescendo, envelhecendo e amadurecendo, com uma beleza que tem nome, que fortalece o nosso povo com orgulho a revelar um legado acolhedor. Você, pode até pensar, de que arte ela fala?... E o que isso faz transformar? Falo de vida, de cores que atraem os olhares de todos aqueles que subindo a Avenida Brasil, já na parte central da cidade dão de cara com o monumento histórico que retrata as vidas dos colonizadores, suas crenças, suas culturas e necessidades. Esse Monumento nasce com um pedido especial de alguém que aqui entre nós já não está. Começou assim, um Padre quis homenagear as famílias borrazopolitanas com o intuito de que as informações do passado, nossa história, não morresse permanecendo na atualidade, na vida das crianças, dos jovens e demais. Para que assim todos pudessem entendê-la de forma concretizada. E o que isso muda em pleno século XXI? A cidade é pequena, todos conhecem a todos e, portanto, convivemos com situações próprias desse local. Algumas situações são muito constrangedoras, há aqui polêmicas desnecessárias que confunde muita gente. O diz que me diz, corre solto sem cessar... Até aparece estranho, mas têm os que não acham nada bonito, não conseguem ver um visitante parado registrando a beleza que já não se trata mais só dos monumentos, a beleza que declaro agora, é da nossa cidade, da composição que vem dando formas, cores e estilo à Borrazópolis. Temos no lago outra grande obra, que também presta uma homenagem especial, a Senhora que fez muitos partos pelos quatro cantos da cidade, ela foi ali eternizada. A obra tem no cento uma mulher – de nome dona Bronha, a sua volta as crianças parecem brincar. Trazendo ao ambiente o espírito inocente, o ar puro e a brisa refrescante que só as águas podem propiciar. Que fatalidade! Vocês talvez possam não acreditar, mas é verdade também, que nas madrugadas, o lago perde sua função de comunhão. É no lago municipal, que muitos dos nossos jovens se encontram, porém não para aproveitar de maneira saudável, eles querem é mesmo outra forma brisa apreciar. Isso é triste, muito triste é perceber que ainda temos alguns problemas sociais. Então percebemos vários estilos se fortalecendo, mas é claro não se podemos deixar de lado, a importância do Roverson Lorin, ele é o ser capaz de transformar cimento e água em emoções concretizadas. A ele meu respeito e admiração. Certo dia, esperava um almoço no restaurante da cidade, de onde a tinha uma visão privilegiada do monumento e me peguei a pensar. Quais eram os pensamentos que fluíam a cabeça do Roverson, enquanto a cidade não parava, ele ficava fechado, bem no centro da cidade produzindo, no seu mundo aquela obra de arte. O que será que ele pensava? Quais foram as influências de fora, dos movimentos, do vaivém de pessoas, nas ruas, umas andando a pé, outras de carro que puderam ficar marcadas durante o seu processo criativo? Talvez ele pensasse na esperança de dias melhores, sei lá. Ou sentisse incomodado com tanto barulho.... Quem sabe? É importante destacar que Borrazópolis vem formando um estilo, uma cidade com muitas obras de arte. Há muito anos, assim como no Rio do Janeiro, foi erguido próximo de um local inusitado a imagem do Cristo Redentor. Há anos o Cristo é apreciado pela população e visitantes. Embora, eu tenha dito anteriormente, que nos últimos anos a cidade tem ganhado uma nova cara, na verdade, me atrevo a dizer que vejo a Arte, as percebo com as diferentes esculturas e artes plásticas que estão distribuídas pela cidade, elas são marcas na verdade, de um estilo que tem se fortalecido ano após ano. Como disse Monterio Lobato, “Estilo não se cria, nasce. Nasce por exigência do meio.” Aqui as exigências são emergenciais, as famílias precisavam de lugares limpos, organizados e preparados para recebê-los nos fins de tarde, nas tardes de domingo, onde as crianças pudessem brincar, correr, se divertir, andar de bicicleta. Espero do fundo do meu coração que essas exigências tenham brotado no seio do lar de cada morador, que nossas casas não denunciam as necessidades individuas e carências. Que o nosso Cristo esteja verdadeiramente no interior de nossa casa, no íntimo de cada um e que possamos perceber que muitas das coisas pelas quais gritantemente exigimos dos outros, precisam ser transformadas dentro de nós mesmos. Assim como o artista transforma barro em obras de artes, cimento e água deixando o nosso ambiente mais bonito, que possamos ser transformados pelo interior, acolá sim terá sentido, sair dos casulos de nossas casas e apreciar verdadeiramente os monumentos e esculturas tão cheias de sentido e quem sabe nas manhãs de setembro, no início da primavera, quando o ambiente fica ainda mais leve e colorido. O artista, esse sim, consegue transcender suas tristezas, e a partir inclusive, do seu sofrimento, tirar de forma tão singela, os sorrisos em todos aqueles que de frente a uma criação sua, fica mexido num momento especial. O artista pode estimular nas pessoas outros estímulos , aliviando dores ou simplesmente ativando de forma bem elaborada apreciação a arte. Autora Nones Novais​.

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