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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

"Felicidade" é disciplina opcional na UEM curso vai ser oferecido de graça em breve

Você sabia que a Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem uma disciplina com o título Felicidade? Pois é, quem ministra as aulas é a professora Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação em nível de mestrado e doutorado. O conteúdo trabalhado por ela faz parte um seminário que ela vem realizando nos últimos meses, de forma on-line. Com o título “Preceito para os dias atuais: tenha um propósito imbatível”, o bate-papo vem sendo apresentado para alunos de pós-graduação e para a sociedade em geral.

A professora explica que propósito é o sentido que as pessoas dão para suas vidas. Em grego, a palavra significa intenção, objetivo e finalidade. “Muitas pessoas vivem uma vida sem sentido, conduzida no piloto automático, em especial na pós-graduação”, diz Linnyer Ruiz, que ministra a disciplina “Felicidade, Inovação, Educação 5.0 e Linguagens Formais”, na UEM.

Ciência 

Segundo a professora, essa iniciativa não é uma ação de autoajuda. A disciplina ministrada por ela tem comprovação científica e já é oferecida por muitas universidades renomadas no mundo, como Harvard e Yale. Há, inclusive, teorias embasadas pela neurociência, especificamente, a teoria do cérebro trino, que apresenta três níveis do cérebro: o primeiro, o reptiliano, responsável pela sobrevivência e instintos; o segundo nível é chamado de mamífero e fica encarregado pelas emoções; por último, o neocórtex, incumbido da parte racional.

A professora explica “que vivemos em um mundo de muita competição, ou seja, o uso da área reptiliana do cérebro e, por isso, acabamos vivendo sem propósito, utilizando apenas o cérebro primitivo. É preciso pensarmos em rever essa questão. E, esse momento de pandemia do novo coronavírus pode ser uma oportunidade. Muitas pessoas estão se permitindo uma fase de cuidado social, que nunca haviam tido antes: a oportunidade de parar para pensar”, observou a professora. 

Futuro 

Para Linnyer, esse é o caminho para chegarmos ao que ela chama de Sociedade 5.0. Ela lembra que passamos por diferentes fases: a sociedade 1.0, da mecanização, energia a vapor e energia hidráulica; a sociedade 2.0, da produção em massa, linha de montagem e eletricidade; a sociedade 3.0, do computador e da automação; a sociedade 4.0, das redes sociais, desorganização, sem propósito, falta de tempo e criatividade, destinos decididos por algoritmos opacos.

“Precisamos abrir especo para a sociedade 5.0, aquela na qual o cidadão tem propósito imbatível, ele é engajado, excelente e íntegro. Está comprometido com a ética, empatia, sua equipe e com a sociedade. Tem conhecimentos além da sua área e sabe aprender, se comunicar, se relacionar, se comportar e tem equilíbrio. Aprenda quem você é, faça o mapa das suas vulnerabilidades e tente mudar”, incentiva Linnyer.

A professora explicou que vem trabalhando neste objetivo com o Manna Team (Instagram @manna_team). Neste projeto coordenado por ela, Linnyer e outros professores e pesquisadores incorporam no dia a dia dos alunos e professores as características da sociedade 5.0, através da educação. “O cérebro possui plasticidade, ou seja, ele pode mudar. Mostramos que usando o neocórtex, pensando, sendo criativos, nos conhecendo, podemos nos transformar, ser mais felizes e fazer um mundo melhor”, conclui a professora, que, para este final de ano, está planejando o lançamento de seu livro que traz as inquietações propositivas para este tema.

Serviço

Para conhecer melhor o trabalho de Linnyer Aylon leia o artigo publicado na revista SBC Horizontes (Sociedade Brasileira de Computação), que pode ser acessado pelo link: http://horizontes.sbc.org.br/index.php/2020/04/preceito-para-os-dias-atuais/.  

Mais informações sobre o projeto Manna_team podem ser encontradas no site: http://www.manna.team/.


Livros indicados por Linnyer:


“O jeito Harvard de ser feliz: o curso mais concorrido da melhor universidade do mundo”, de Shawn Achor


“Arrume a sua cama”, de William H. Mcraven


“A Coragem de Ser Imperfeito”, de Brené Brown


“Comece pelo Porquê”, de Simon Sinek


“Sobre a brevidade da vida”, de Sêneca



UEM/RICMAIS

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