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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

No Paraná, uma bola de basquete virou símbolo de honestidade; entenda

Na pequena cidade de Mercedes, no divisa do Paraná com o Paraguai, uma bola de basquete virou um símbolo de confiança no próximo. Tudo começou quando a prefeitura decidiu deixar uma bola para uso livre na quadra, que fica na praça central do município de 6.000 habitantes, com apenas uma placa dizendo: “ao terminar de jogar, favor guardar a bola no cesto”. O resultado é que desde abril, ela sempre está lá.

A prefeita da cidade, Cleci Loffi (PSD), conta que na praça havia uma pista de skate que não era muito usada. Para estimular a prática esportiva, houve a ideia de reformar e transformar o espaço em uma quadra de basquete. Toda a reforma custou 8 mil reais. Mas surgiu um problema: como estimular o esporte sem uma bola? A solução foi deixá-la lá, disponível para quem quiser usar.

“As pessoas não botaram muita fé que daria certo. Resolvemos fazer o teste, o máximo que a gente ia perder era uma bola. Mas para a nossa surpresa, ela está sempre lá. Ela foi trocada uma vez apenas por desgaste, não porque sumiu. O município de Mercedes virou exemplo de um comportamento que deveria ser de todos”, afirma Cleci.

Apesar da reforma ter sido concluída em abril deste ano, a praça não foi muito usada logo no início por causa da pandemia de covid-19. A cidade registra 15 infectados e uma morte, sem nenhum caso ativo no momento. Mas conforme houve a reabertura dos espaços públicos, a população, principalmente os jovens, começou a usar a quadra.

Com a estabilidade no número de infecções, a prefeita fez uma postagem nas redes sociais, no último fim de semana, e viralizou. A atitude chamou a atenção até da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) que compartilhou a história. A prefeita ainda conta que a ideia repercutiu tanto que outros prefeitos da região ligaram para entender como foi a implementação e copiar. “Os colegas me ligaram pedindo o preço, como a gente comprou. É uma ideia simples, com custo baixo. Muitas prefeituras fazem grandes obras e esquecem dos pequenos detalhes”, diz.



Exame.com

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