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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Mulher sofre parada cardiorrespiratória após realização de escova progressiva no Paraná


Uma mulher sofreu parada cardiorrespiratória após realizar o procedimento de escova progressiva nos cabelos, no dia 16 de agosto. Magali Rosa dos Santos, moradora de Cascavel (PR), passou mal, foi socorrida por marido e filho e, em seguida, precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Cidade. Ela afirma que a cabeleireira usou formol no tratamento, produto bastante tóxico. As informações são do portal de notícias G1. 

Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o formol é usado em alguns produtos de alisamento, em quantidades permitidas de no máximo, 0,2%. O produto é destinado para a conservação de cadáveres. O uso indevido da subtâncnia pode causar diversos problemas de saúde, como irritação, coceira, queimaduras, inchaço, ardência e lacrimejamento dos olhos, falta de ar, tosse, entre outras, podendo até levar à morte em casos graves.

A vigilância sanitária afirmou que fará uma inspeção no local onde foi realizada a escova progressiva para verificar a presença da substância no salão. Por ser usado em alguns alisantes, a Anvisa disponibiliza consulta para saber se determinado alisante usa as quantidades permitidas pela Agência. 

Magali afirma que a profissional não avisou que colocou um produto com substâncias tóxicas no seu cabelo, e já começou a passar mal enquanto ela aplicava o produto. Segundo ela, a profissional disse que a reação era normal, pois o produto usado na escova progressiva era forte. Ela narrou que, ao chegar em casa, lavou o cabelo pois sentia muita dor e teve até sangramento no nariz. Ela conseguiu ajuda por meio do filho de 5 anos, que chamou o seu marido e a levou à emergência.

A vítima disse que, após a internação, continuou a se sentir fraca, com falta de ar, dor de cabeça e estava bem debilitada, com medo, inclusive, de dormir e acontecer algo pior. Ela afirma que ainda tem quedas diárias de cabelo e está usando um shampoo anti-resíduos.

Magali ficou internada por três dias na UTI do Hospital do Coração. O médico Lisias de Araújo Tomé, que atendeu Magali, afirmou que ela teve uma alergia ao produto e precisou ser entubada imediatamente, ou poderia ter morrido. A cliente afirmou que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso na última terça-feira, 25, e afirma que fará uma reclamação ao Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR).

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