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terça-feira, 2 de junho de 2020

Secretário da saúde diz que flexibilizações serão reavaliadas em duas semanas

No Paraná, duas recentes normativas da secretaria estadual da Saúde (Sesa) envolvendo a circulação de pessoas em meio à pandemia do coronavírus devem ser revistas daqui duas semanas. O prazo foi lembrado pelo secretário estadual da Saúde, Beto Preto, que nesta segunda-feira (1º) esteve na Assembleia Legislativa para apresentar as contas da sua pasta durante o primeiro quadrimestre do ano. Beto Preto se refere especialmente a duas normativas da Sesa que deram respaldo para a reabertura de shoppings e centros comerciais (nota orientação 34/2020, de 22 de maio) e também para a retomada de cultos e missas (resolução 734/2020, de 21 de maio). Embora os municípios tenham autonomia para formular suas medidas de combate ao coronavírus, as normativas da Sesa servem de diretriz a todas as cidades do Paraná e, em alguns casos, são integralmente endossadas, a exemplo do que ocorreu em Curitiba.
Na conversa com os parlamentares, o secretário da Saúde demonstrou preocupação com o aumento do número de casos confirmados da Covid-19 e reforçou que nas duas normatizações da Sesa há um “gatilho” que permite que as regras sejam reavaliadas a partir da situação epidemiológica. Além dos dois afrouxamentos recentes, Beto Preto mencionou ainda o aumento da circulação das pessoas nas ruas em função do Dia das Mães e citou também as longas filas que se formaram para retirada dos valores do auxílio emergencial e da aposentadoria.
“Nós tínhamos antes uma média de 50 novos casos de Covid-19 por dia. Nos últimos cinco dias, a média foi de 200 por dia. E as perspectivas são de crescimento. Então aguardamos 14 dias para reavaliar os números diante da flexibilização”, alertou o secretário. “No final da primeira quinzena de junho vamos pensar nas medidas. Se vamos continuar testando e bloqueando ou se é o caso de aumentar as restrições de mobilidade das pessoas”, explicou ele. Beto Preto também reconheceu que “há uma forte pressão pelo retorno das aulas”, mas repetiu que somente em meados de junho “vamos ter um novo olhar” sobre o cenário.


Gazeta do Povo

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