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quinta-feira, 18 de junho de 2020

MEC autoriza aulas a distância até o fim do ano para ensino superior e flexibiliza estágios

As instituições de ensino superior (IES) serão autorizadas a manter as aulas remotas até 31 de dezembro e ofertar atividades de laboratório e estágios em formato não presencial. O anúncio foi antecipado pelo diretor de Políticas Regulatórias da Secretaria de Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC), Márcio Coelho, durante o bate-papo promovido pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), nesta terça-feira (16). O encontro on-line foi coordenado pelo diretor-presidente da ABMES, Celso Niskier, e contou ainda com a presença do presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi, e do diretor executivo da ABMES, Sólon Caldas.


Segundo Coelho, as diretrizes e a regulamentação das novas medidas estão na portaria que irá substituir a Portaria nª 343 e será publicada até quinta-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU). O documento de caráter geral será acompanhado de uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) com parâmetros específicos. “O documento está sendo finalizado por nosso departamento jurídico e será encaminhado para assinatura do ministro. Amanhã ou quinta estará no Diário Oficial”, afirmou o representante da Seres/MEC.
“O que o MEC está nos dizendo é que temos liberdade para agir com responsabilidade: continuar o que estamos fazendo com as aulas remotas e flexibilizando as atividades práticas, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) e os Projetos Pedagógicos Curricular (PPC)”, comemorou o diretor-presidente da ABMES diante do público de mais de 2 mil internautas que assistiam ao evento no canal do YouTube da Associação.
Para Curi, a prorrogação do prazo das aulas remotas e o aumento da flexibilidade para atividades em laboratório e para a prática de estágios profissionais asseguram a manutenção do processo de formação e de aprendizagem. “Todas essas medidas são para agora, para atender a uma crise, e mitigar os seus efeitos, para que a gente consiga formar estudantes e mantê-los mobilizados no processo de aprendizagem”, declarou o presidente do CNE.
Ao longo da conversa foram respondidas perguntas dos expectadores sobre o que se pode esperar do teor e das consequências da nova portaria. O grupo antecipou que o documento do ministério tem como base o Parecer nº 5, elaborado em abril pelo CNE – com a participação ativa da ABMES – e homologado pelo MEC no início do mês. “Foi um esforço conjunto para procurar soluções e garantir segurança regulatória e jurídica para as instituições de ensino durante o momento de pandemia”, comentou Luiz Roberto.
Para ilustrar casos mais específicos de como podem funcionar as atividades práticas remotas, o diretor de Políticas Regulatórias da Seres/MEC falou sobre os cursos de Direito, Engenharia e Tecnologia da Informação (TI). “Há muito o que pode ser feito remotamente. O Judiciário tem processos digitalizados e, de casa, o aluno pode elaborar um parecer e enviar para a supervisão do professor. Hoje, muitos escritórios de engenharia dispensam a presença na elaboração de projetos e essa realidade é ainda mais comum para os alunos de TI que programam de casa”. E Curi complementou: “é claro que nem todas as práticas poderão ser feitas a distância, mesmo assim, agora é possível não atrasar tanto o calendário”.

Transição planejada

Essa é a terceira vez que o prazo para realização de aulas remotas é prorrogado. Com a nova data, a medida é permitida pelo mesmo tempo em que foi definido e aprovado pelo Congresso decreto presidencial que instituiu o estado de calamidade pública no país. A autorização foi definida em 18 de março, com validade de 30 dias, estendida pelo mesmo prazo em 15 de abril e, por último, em 12 de maio. A determinação do MEC expirou ontem, 15 de junho.



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