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sexta-feira, 15 de maio de 2020

‘Vida é feita de escolhas, e eu hoje decidi sair’, diz Teich, sem explicar o motivo

Após pedir demissão do cargo, o ministro da Saúde Nelson Teich não explicou o motivo de sua saída nesta sexta-feira (15) e disse que deu o melhor de si à frente do cargo.“A vida é feita de escolhas, e hoje escolhi sair. Dei o melhor de mim nos dias em que estive aqui nesse período. Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como esse”, afirmou.
Teich agradeceu a equipe de secretários e fez um aceno a representantes de estados e municípios, com quem teve embates no cargo.

“A missão da saúde é tripartite, e isso é uma coisa importante de deixar claro. O Ministério da Saúde vê isso como verdadeiro e essencial. É um momento em que o país inteiro luta pela saúde”, disse.

Teich citou ainda deixar um plano com diretrizes que indica diferentes níveis de isolamento social para serem adotados por estados e municípios.

“Traçamos aqui um plano estratégico que foi iniciado e deve ser seguido. Temos o foco total na Covid, e temos todo um sistema que envolve a população e deve ser cuidado. Todo o sistema é pensado em paralelo. Nesse período, auxiliamos estados e municípios a passar por essas dificuldades”, afirmou.

Ele evitou comentar sobre atritos que levaram a sua saída do cargo e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro, dizendo que “seria muito ruim” para sua carreira não ter tido a oportunidade de atuar no Ministério da Saúde. “Não aceitei o convite pelo cargo, mas porque achava que poderia ajudar o Brasil e as pessoas”

Teich pediu demissão na manhã desta sexta, após ouvir um ultimato do presidente a respeito da mudança do protocolo para a administração de cloroquina. Bolsonaro quer a mudança no protocolo para que o medicamento seja ministrado também para os casos leves da Covid-19.

Em teleconferência com empresários, na quinta (14), o presidente disse que o protocolo “pode e vai mudar”.
Teich, por sua vez, vinha defendendo que uma eventual mudança na recomendação do ministério só ocorreria após a conclusão de estudos científicos.

“Cloroquina hoje ainda é uma incerteza. Houve estudos iniciais que sugeriram benefícios, mas existem estudos hoje que falam o contrário”, disse o ministro, em 29 de abril.




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