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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Alerta Geada para a cafeicultura está em operação

Já está em operação o Alerta Geada, serviço que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater e o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, oferecem até o mês de setembro para auxiliar os produtores a adotar técnicas para proteger os cafezais. Durante o período de funcionamento do serviço, dirigido prioritariamente à proteção de lavouras com até dois anos de implantação, os pesquisadores acompanham as condições meteorológicas na Região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo. Além do boletim diário, se houver aproximação de massas de ar frio com potencial de causar danos às lavouras de café, é emitido e divulgado, um pré-alerta com 48 horas de antecedência. Caso as condições para a formação de geadas persistam, um novo aviso, de ratificação, é expedido em até 24 horas antes da previsão de ocorrência do evento. Para as lavouras com idade entre seis e 24 meses, a recomendação é amontoar terra no tronco das árvores, até o primeiro par de folhas, já neste mês de maio, para proteger as gemas e evitar a morte da planta no caso de geada severa. Essa prática é chamada de “chegamento de terra” pelos cafeicultores e técnicos do setor. Essa terra que protege os troncos dos cafeeiros deve ser mantida até o final do período frio, em meados de setembro, e então retirada preferencialmente com as mãos. Para os plantios novos, com até seis meses de idade, recomenda-se enterrar as mudas quando houver emissão do Alerta Geada. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica. Nos dois casos, lavouras novas e viveiros, a proteção deve ser retirada rapidamente, assim que a massa de ar frio se afastar e cessar o risco imediato de geada. De acordo com a meteorologista Ângela Costa, espera-se para este ano um inverno com massas de ar polar dentro da normalidade para o período na zona cafeeira paranaense. Segundo ela, o que mais vem preocupando é a falta de chuvas, o que gera uma condição que potencializa os danos de uma eventual geada. Segundo dados do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a área ocupada com lavouras de café no Paraná é de mais de 38 mil hectares. Desse total, 1.990 hectares já podem se beneficiar do Alerta Geada, pois são ocupados com lavouras de até 24 meses, incluindo os de implantação ainda mais recente, de até seis meses. O órgão calcula que a implantação de um hectare de cafeeiros custa em torno de 15 mil reais. Para a proteção, o enterrio e o desenterrio de plantas com até seis meses, o custo é em torno de 1.500 reais. Já nas lavouras maiores, para fazer o “chegamento de terra” e a posterior limpeza dos troncos, custa cerca de 1 mil reais. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média 8 hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares. Em fase de colheita, este ano a produção do Paraná pode chegar a 970 mil sacas de café beneficiado. O boletim do alerta geada fica nos sites www.iapar.br e www.simepar.br. Também é possível consultar pelo telefone (43) 3391-4500 ou pelo aplicativo Iapar Clima, disponível gratuitamente na App Store e no Google Play.

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