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domingo, 22 de março de 2020

Para vencer coronavírus, Curitiba cria rede de solidariedade


Com a pandemia do coronavírus, algumas pessoas estão mostrando que boas ações irão superar a adversidade. Vizinhos estão se colocando à disposição para realizar compras em supermercados, farmácias, postos de gasolina, sem cobrar nada pela atitude. A ideia é deixar o grupo de risco da doença em casa como idosos, gestantes, diabéticos, hipertensos, asmáticos e outros doentes crônicos.
A rede da solidariedade aumenta a cada dia, especialmente, nas redes sociais. Fernanda Paulino Padilha, 21 anos, é estudante de pedagogia em Araucária, na região Metropolitana de Curitiba. No prédio em que ela mora no bairro Iguaçu, muitos moradores fazem parte de grupo de risco e a estudante foi motivada por um desafio da igreja que frequenta aos sábados a ajudar quem mais precisa. “Outros estão auxiliando de outras formas e decidi ao lado do meu noivo que essa seria uma ideal bacana.  Preparamos o cartaz e deixamos no hall de entrada dos blocos do condomínio. Queremos ajudar neste momento”, relatou Fernanda.
A estratégia para a realização das compras até já foi definida. Como os supermercados estão cheios e pode acumular os pedidos, o jeito é chegar o mais cedo possível. “ Fiz compra para meu avô de 84 anos e quando abriram as portas, eu estava lá na espera. Imagino que vou ter que comprar algumas coisas que não tenho costume, mas vale o sacrifício”, ironizou a estudante.

Plataforma do amor
Na última quinta-feira (19), foi lançado oficialmente um site curitibano que promete aumentar a rede da solidariedade e já conta com 80 inscritos. Trata-se do Existe Amor em Curitiba, que espera mapear e cadastrar todas as iniciativas positivas que estão ocorrendo na cidade neste período de indefinição. Na plataforma, é feito um cadastro gratuito que o voluntário informa como pode ajudar, que lugares estão precisando de auxílio ou a possiblidade de se unir a outros membros que por exemplo, estão doando materiais de limpeza para asilos.
Um dos idealizadores da plataforma é o advogado e professor Diogo Busse, 36 anos, que com os amigos perceberam a necessidade de filtrar os voluntários de uma forma organizada de trabalho voluntário. “ Foi uma iniciativa espontânea, pois sentimos essa necessidade de fazer a ponte de quem quer ajudar com aquele que precisa ser ajudado. Posso dizer que as iniciativas acabam melhorando o astral da gente depois de tanta notícia ruim”, relatou Diogo.
Um dos casos que estão postados no site é da entrega nos próximos dias de kits com sabonetes, toalhas descartáveis, escova e pasta de dentes para o projeto Cristolândia, no bairro Portão. No espaço, são atendidos dependentes químicos que estavam em situação de rua. Na plataforma, o voluntário entra em contato com a pessoa e combina de fazer a entrega dos produtos juntos. É a rede do bem para toda a sociedade.

Fonte: Tribuna do Interior


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