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segunda-feira, 23 de março de 2020

Mineradora Vale doa 5 milhões de kits de testes rápidos para coronavírus ao Brasil

A mineradora multinacional brasileira Vale anunciou, na noite deste domingo (22), que comprou 5 milhões de kits de testes rápidos para o novo coronavírus. A ideia da empresa é ajudar o Governo Federal no combate à disseminação da pandemia no país. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, disse que já tem destinação certa para os kits.
Os testes comprados pela Vale permitem um resultado em apenas 15 minutos e foram comprados da China. A estimativa é de que a primeira remessa, de 1 milhão de kits, seja entregue pelo fornecedor à Vale na próxima sexta-feira (27), chegando no Brasil no início da semana seguinte.
Os outros 4 milhões de kits têm entrega prevista pelo fornecedor chinês até meados de abril. A quantidade adquirida pela Vale representa metade das unidades que o Ministério da Saúde avalia necessitar neste momento.

Testagem nos profissionais de saúde

Segundo Wanderson Oliveira, a ideia é aplicar o teste primeiro nos profissionais de saúde que apresentarem algum sintoma, como mal estar, febre e dor de garganta. “É um teste de uma empresa chinesa, com sensibilidade de 86,4%. Ainda não conhecemos o padrão desse teste no território brasileiro, e primeiro vamos fazer a validação com os profissionais de saúde”, disse.
Caso o teste dê positivo nos profissionais, eles já ficarão em resguardo. “Se o teste der positivo, os profissionais ficarão de quarentena, se der negativo ele volta ao trabalho”, explicou. “Vamos fazer testes seriados até que prove que o profissional não tenha coronavírus”, completou.
Wanderson destacou que o teste ainda não é validado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por isso terá esse uso restrito nos primeiros 15 dias. “É um teste para vigilância epidemiológica“, definiu.
Com o aumento da demanda pelos testes, a ideia do governo é colocar as máquinas para realizarem a testagem de maneira automática, sem manipulação humana. “Pensando numa escala de 30 mil a 50 mil exames por dia, teremos que colocar essas máquinas alinhadas quando chegarmos no pico da pandemia”, concluiu.

Fonte: Ric Mais

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