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sábado, 4 de janeiro de 2020

Dez anos sem Zilda Arns: a médica que dedicou a sua vida inteira na luta contra a mortalidade infantil

Há dez anos, o mundo perdia a idealizadora do maior programa de combate à mortalidade infantil do mundo. A médica Zilda Arns, criadora da Pastoral da Criança, morreu durante um terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. Tudo começou na pequena cidade de Florestópolis, cidade do Norte do Paraná. Por lá, as crianças já nasciam fadadas à morte: a cada 1.000 crianças, 127 morriam logo depois. Foi em 1983 que, então, a madre Eugenia Pietá procurou a doutora Zilda Arns porque não suportava mais enterrar túmulos pequenos com os anjinhos dentro. A pediatra deu início a Pastoral da Criança, o maior movimento de combate a mortalidade infantil, que fez despencar o índice de mortes de 127 para 28 a cada mil crianças que nasciam.

A Pastoral atravessou limites e chegou nas regiões mais precárias, onde médico nenhum havia chegado. Por onde passavam, o grupo distribuía para as mamães a famosa 'multimistura', uma farinha rica em nutrientes que aproveita alimentos simples como farelo de arroz, sementes de abóboras, folhas de mandioca e até cascas de ovos. "Na época, isso envolveu a comunidade, professores, médicos... Todo mundo que tinha um grau a mais foi fazer parte dessa ideia que a doutora Zilda e o senhor Geraldo Magela trouxeram para Florestópolis", conta Sônia Maria Ferreira, líder da Pastoral da Criança.

Além disso, eles descobriram uma verdadeira poção mágica: o soro caseiro, com água, sal e açúcar. Esse remédio simples que hidratava os pequenos, fez salvar uma nação de brasileirinhos.
Zilda, além de dedicar seu tempo e atenção às crianças, também fazia questão de reunir os familiares e unir as pessoas que amava. Em depoimento, os irmãos Phelippe e Heloisa Arns só conseguem fazer elogios. "Ela foi uma excelente mãe! Meu pai dizia que podia ter mãe igual, mas melhor não, de tão boa que ela foi", diz a irmã. "Ela me convidava praticamente todos os domingo para vir até Curitiba para almoçar com ela, ela tinha esse dom de unir a família de uma maneira ou de outra", conta o irmão.

Fonte: RPC- MeuParaná

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