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domingo, 10 de novembro de 2019

Lula chama Bolsonaro de ‘miliciano’ e quer retomar protagonismo na política

No primeiro discurso à militância desde que voltou ao reduto petista no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e ao procurador da República Deltan Dallagnol. Lula também anunciou que está pronto para retomar o protagonismo na política, propondo uma política de oposição menos passiva e reativa. “Eu voltei!”, disse ele aos militantes que lotaram as ruas do entorno do sindicato.

Ao se referir ao presidente Jair Bolsonaro como “miliciano”, o petista pediu uma perícia sobre o Caso Marielle Franco. Além disso, cobrou respostas sobre as investigações do assassinato da ex-vereadora carioca e do motorista dela, Anderson Gomes.

“Bolsonaro foi eleito para governar para o povo, e não para os milicianos do Rio de Janeiro”, afirmou. “É necessário uma perícia séria para que a gente saiba, definitivamente, quem matou a nossa guerreira Marielle Franco”, completou.

Ao aumentar o tom das críticas, o ex-presidente vinculou Jair Bolsonaro à milícia em outros momentos do discurso. Além disso, fez críticas à política econômica do atual governo e do ministro Paulo Guedes. Lula também pediu outras explicações a Bolsonaro.

“Ele tem que explicar onde é que está Queiroz”, disse aos militantes. “Eu também queria saber como Bolsonaro tem 17 casas”, insinuou.

LULA: RETORNO À POLÍTICA

Assim como já havia afirmado em discurso nesta sexta-feira (8), em Curitiba, Luiz Inácio Lula da Silva disse que está pronto para viajar pelo País e discutir um novo projeto para o Brasil.

“Eu estou com mais coragem de lutar do que quando eu saí daqui”, afirmou o ex-presidente, lembrando o dia em que fez o último discurso no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), antes de se entregar à Polícia Federal.

“Eu quero voltar para tentar recuperar o orgulho de a gente ser brasileiro. Para que uma mulher possa levar seu filho ao supermercado e comprar o suficiente para comer. Para que o trabalhador tenha emprego e consiga levar dinheiro para casa todo mês”, continuou.

Lula insistiu em aspectos econômicos, afirmando que é possível construir um Brasil com mais acesso à cultura, ao lazer, e aos bens de consumo. “Para que o brasileiro possa reunir a família do domingo, fazer um churrasco e tomar uma cervejinha gelada, que é o que nos faz feliz”, brincou.

CRÍTICAS À LAVA JATO, MORO E DALLAGNOL

No discurso aos militantes no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), Lula também fez duras críticas à Lava Jato e a figuras públicas ligadas à operação, como o ex-juiz e atual ministro Sergio Moro e o procurador da República Deltan Dallangnol. O petista disse que se entregou à Polícia Federal porque tinha consciência de que seus “algozes” estavam mentindo.

“Eu precisava provar que Moro era um canalha”, disparou.

Ao falar sobre o procurador-chefe da força-tarefa Lava Jato no Paraná, Lula tentou afastar a imagem de Deltan Dallagnol do MPF (Ministério Público Federal), ao qual se referiu como uma instituição séria e comprometida.
“Dallagnol montou uma quadrilha com a força-tarefa Lava Jato para roubar dinheiro da Petrobras e das empreiteiras”, acusou Lula. “Mesmo preso por eles, eu dormia muito mais tranquilo do que todos”, arrematou.

Lula também acusou a Operação Lava Jato de agir com intenções políticas. Ele afirmou que as investigações, da forma como foram conduzidas, interferiram nas Eleições de 2018.

“Até Bolsonaro chegou a confessar que ele devia as eleições ao Moro. Ele também deve a presidência à campanha de Fake news que fez contra o companheiro Haddad”, completou.

O discurso de Lula começou às 15h e terminou cerca de 40 minutos depois. 

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