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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Estudantes de Curitiba criam abrigo para moradores de rua com caixas de leite

RIC MAIS - Portátil e impermeável, estudantes de Curitiba criam abrigo para moradores de rua com caixa de leite. O abrigo emergencial foi projetado por alunos do 2º ano do curso técnico em Edificações do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep). O abrigo consiste numa espécie de barraca feita de embalagens Tetra Pak que, quando dobrada de maneira similar à utilizada na arte do origami, pode ser carregada debaixo do braço. São necessárias 140 caixas de leite para construir abrigo para moradores de rua: De acordo com os alunos, para montar um abrigo para um morador de rua, são necessárias cerca de 140 caixas de leite e um ferro de passar roupa. Thiago explica que a ideia foi dar nova utilidade para os recipientes, que são difíceis de serem reciclados.


“A caixinha é feita de polietileno, papelão e alumínio. A gente corta as embalagens num tamanho padrão e, quando temos a quantidade necessária, sobrepomos uma na outra. Com o auxílio de um paninho e um ferro de passar roupas ligado, com muito cuidado, unimos as caixinhas, já que o calor do ferro derrete o plástico e faz as vezes de cola”, explica, garantindo que com a técnica não há o risco de deixar frestas no abrigo.
Pelo fato de as caixas de leite atuarem como isolante térmico, a temperatura no interior do abrigo varia entre 20 e 22°C. Ainda, os jovens calculam que a vida útil do abrigo para moradores de rua, se utilizado todos os dias, seja de, aproximadamente, seis meses.
Estudantes de Curitiba criam abrigo para moradores de rua
O ABRIGO PODE SER CARREGADA DEBAIXO DO BRAÇO DEPOIS DE DOBRADO (FOTO: DIVULGAÇÃO/AENPR)
A pesquisa foi desenvolvida pelos estudantes Allan Ernesti, Leonardo das Neves, Thiago Bronoski de Oliveira e Udson Ribeiro e orientada pelo professor Gesse Lima e pelo ex-aluno do Ceep Juliano Jonas.

Alunos estão aprimorando projeto inicial

Agora, a fase é de aprimoramento do abrigo para moradores de rua. Os alunos estão desenvolvendo uma esteira, também feita de caixinhas de leite, que fica acoplada à barraca, para que a pessoa não fique em contato direto com o chão.
Para o professor orientador do projeto, projetos como esse mostram como é importante o investimento em ciência no país. “A gente precisa se apropriar dessas oportunidades de fazer ciência e criar conhecimentos. Eu pego um problema social, trago para a sala de aula e os alunos conseguem resolver. Nosso objetivo nunca foi o de ganhar prêmios, mas sim de desenvolver todo esse processo”, afirma.

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