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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Empresário Dono da Havan anuncia boicote à Globo nacional em defesa de Bolsonaro

Redes Sociais
Mais um empresário que fez campanha política para eleger o presidente Jair Bolsonaro (PSL) resolve entrar na briga conta Rede Globo de Televisão. O movimento que começou com as empresas do Paraná, imobiliária (Habitec), a rede de supermercados Condor e uma construtora de Cascavel Saraiva Rezende. Deste vez é o empresário, Luciano Hang, que já havia ser mostrado favorável a decisão dos demais. Ele divulgou um comunicado nesta manhã de quinta-feira, 7, informando que suspendeu as campanhas publicitária nos intervalos dos Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional, Jornal da Globo, Malhação e Caldeirão do Huck. "Não compactuamos com o jornalismo ideológico e algumas programações da Rede Globo Nacional e estamos sendo cobrados pela sociedade e nossos clientes", diz o comunicado. O texto assinado por Hang, segue afirmando que "enquanto esses programas prestarem um desserviço à nação e irem contra os valores da família brasileira, não voltaremos a anunciar. "Por ora, manteremos nossas propagandas nas afiliadas e jornais locais, que ainda informam a sociedade de forma mais isenta e conservadora", diz. Vale ressaltar que Hang, durante a campanha eleitoral, foi autuado pela Justiça do Trabalho de Santa Catarina por assédio moral aos funcionários. O juiz do Trabalho Carlos Alberto Pereira de Castro, à época afirmo que " o empresário manteve uma "conduta flagrantemente amedrontadora" ao divulgar vídeos e organizar eventos com funcionários em que declara seu voto no candidato do PSL, e sugere que, caso ele não ganhe, o futuro da Havan e de seus empregados estará em risco. Entenda o caso – No último dia 29, o Jornal Nacional veiculou reportagem que revelou a visita de Élcio Queiroz, um dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco ao Condomínio Vivendas da Barra, onde mora outro principal suspeito do assassinato, Ronnie Lessa, e também onde o presidente Jair Bolsonaro tinha residência. O porteiro contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa de Bolsonaro. Áudio da portaria do condomínio divulgado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que o suspeito teria visitado a casa de Ronie Lessa. Na semana passada, a rede de supermercados Condor e a imobiliária Habitec, de Curitiba, anunciaram a decisão de boicotar a Globo, suspendendo a publicidade na emissora. “Em vista do posicionamento duvidoso da Rede Globo em relação à pessoa do nosso Presidente da República, comunico que hoje tomamos a decisão em nossa empresa de cancelar nossas inserções em todo o jornalismo nacional da emissora, isto é, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal Nacional, bem como de programas que vão contra os princípios e valores familiares”, afirmou a nota do Condor. O texto refere-se aos governos anteriores a Bolsonaro como a “era negra em que vivemos sob a administração petista”, alegando que nessa época, “a emissora não agia da mesma forma”. Na seguna-feira, a empresa divulgou outra nota, esclarecendo que o boicote “limita-se aos programas jornalísticos nacionais, que são Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico” e as novelas “Malhação” e “das 21h”, não atingindo a programação local da RPC, afiliada da Globo na Capital paranaense. Já a Habitec encaminhou na última sexta-feira (01) à direção local da RPC, que representa a Rede Globo no Estado, carta onde formaliza a decisão de não renovar contrato de veiculação com a emissora. “Não podemos compactuar com a posição que a Rede Globo vem tomando em diversos episódios de seu jornalismo”, afirma a empresa no texto assinado por Rodrigo Viana. “Não temos visão político partidária, mas sentimos que o momento exige de todos nós um compromisso maior com o país. E infelizmente o que temos visto é um desserviço à nação com uma posição da Rede Globo, a quem vocês são filiados, que não soma em nada para que, juntos,saiamos da crise em que nos encontramos”, alegou a empresa na nota. Campanha - Nas eleições de 2018, o Condor foi alvo de investigações do Ministério Público Eleitoral e do Ministério Público do Trabalho, depois que o empresário Pedro Joanir Zonta, dono da rede, divulgou carta aos funcionários pedindo o voto deles em Bolsonaro, comprometendo-se a não cortar o 13º salário e férias caso seu candidato fosse eleito. Os promotores acusaram Zonta de coagir os funcionários. Para evitar uma multa de R$ 100 mil, o empresário fez um acordo com o MP, divulgando nova carta aos trabalhadores, desta vez afirmando que a sua rede “respeita as leis trabalhistas e os tratados de direitos humanos, e que não tolera a imposição ou direcionamento nas escolhas políticas dos empregados durante o processo eleitoral". (BemParaná)

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