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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Gaeco fecha Prefeitura prende 4 pessoas e afasta prefeito

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco) do Ministério Público Estadual realiza desde o início da manhã desta quarta-feira (2) operação na Prefeitura de Iporã e em empresas que prestam serviços para o Município. O prédio da Prefeitura da cidade está lacrado e os servidores não puderam entrar para trabalhar. DETALHES - O Tribunal de Justiça do Paraná determinou o afastamento do cargo o prefeito de Iporã, Roberto da Silva. A decisão ainda proibiu o chefe do executivo de frequentar o prédio da Prefeitura. Ele é um dos investigados no âmbito da Operação Cleptocracia deflagrada desde o início da manhã em Iporã pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná. No total estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 40 mandados de busca e apreensão. A operação investiga a atuação de organização criminosa em fraudes a licitações, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato na prefeitura de Iporã. Prisões São alvos dos mandados de prisão dois secretários municipais de Iporã (de Obras e de Finanças), um servidor público e outros dois integrantes da organização, apontados como principais colaboradores das fraudes. Fraudes - De acordo com as investigações, iniciadas há dez meses pelo Núcleo de Cascavel do Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Iporã, o grupo fraudava procedimentos licitatórios em benefício de empresas que estavam em nome de “laranjas” e que, na realidade, pertenciam ao prefeito e seus familiares.
Buscas - Dos 40 mandados de busca e apreensão, 34 foram expedidos pela Vara Criminal de Iporã e são cumpridas em Iporã (22), Curitiba (1), Umuarama (4), Santa Izabel do Ivaí (1), Toledo (1), Marechal Cândido Rondon (2), Palotina (1) e Tapejara (2). As buscas ocorrem em residências, gabinetes em secretarias municipais, empresas e escritórios contábeis. Outros seis mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e são cumpridos no gabinete do prefeito de Iporã, em sua residência e em sua propriedade rural, nas sedes de duas empresas e de instituição de ensino. Prisões - Foram presos uma tia afetiva e braço direito do prefeito Roberto Silva, que também é advogada e gestora principal dos negócios de Robertinho e presidente de um instituto de educação; o marido dela, que é secretário municipal de Finanças; o secretário municipal de Compras e Licitação, um oficial de Justiça que é cunhado de Robertinho; e um empresário apontado como sócio e também laranja do prefeito. Segundo decisão do juiz de Iporã, Antonio José Silva Rodrigues, que determinou as prisões, as pessoas presas são apontadas como principais colaboradores das fraudes. A decisão com 153 páginas detalha a participação de cada parte, além de conter transcrições de conversas telefônicas entre os acusados. Fraudes - De acordo com as investigações, iniciadas há dez meses pelo Núcleo de Cascavel do Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Iporã, o grupo fraudava procedimentos licitatórios em benefício de empresas que estavam em nome de “laranjas” e que, na realidade, pertenciam ao prefeito e seus familiares. O prefeito e todas as pessoas apontadas negam as acusações e disseram que vão provar sua inocência, vejam mais detalhes no portal Umuarama Ilustrado, CLIQUE AQUI.

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