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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Raiva animal exige vacina e alerta no campo e na cidade

A Adapar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, promove nesta quarta-feira, em Medianeira, no Oeste do Estado, o Encontro Paranaense de Vigilância e Prevenção da Raiva. O evento acontece das oito e meia da manhã às três horas da tarde. Ele é parte de uma série de eventos que ocorrem nesta semana para lembrar o dia 28 de setembro como o Dia Mundial contra a Raiva. Toda a comunidade urbana e produtores rurais são convidados. Segundo o coordenador da área de Vigilância e Prevenção da Raiva dos Herbívoros da Adapar, Ricardo Vieira, um dos objetivos do encontro desta semana é esclarecer a tarefa que cada um tem no combate à doença. A Raiva é transmitida aos animais de produção por meio da saliva do morcego que se alimenta de sangue. Entre os sintomas mais visíveis nos animais infectados estão o andar cambaleante, mugido constante, falta de apetite e salivação intensa até a morte, que acontece em até 10 dias. A recomendação da Adapar é para que os produtores chamem um servidor da Agência quando perceberem alguma mudança de comportamento do animal e também depois que ele morreu, para os procedimentos de exame. Neste ano, das 226 coletas feitas pelos técnicos da Adapar, 75 resultaram positivas. Ricardo Vieira afirma, ainda que quando comprovada a raiva, as propriedades vizinhas são visitadas para ampliar o alerta, vacinar os animais que não tenham recebido a imunização e identificar possíveis abrigos de morcegos. Muitos agropecuaristas aplicavam a vacina durante a campanha de combate à febre aftosa. Com o fim da vacinação para essa doença, o proprietário rural deve estar mais alerta em relação à raiva. Ele deve vacinar o rebanho pelo menos uma vez ao ano e se for a primeira dose, ela deve ser repetida em 30 dias. O Paraná é definido epidemiologicamente como área livre de raiva canina. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Raiva, Tatiane Dombroski, os morcegos também estão na área urbana e representam o maior risco para infecção por raiva tanto para os animais quanto para o homem. As normas internacionais não indicam campanha de vacinação no Paraná. Dessa forma, o tutor fica responsável pela vacinação dos animais de estimação. A recomendação é evitar tocar em qualquer morcego, vivo ou morto. Quando eles são encontrados caídos ou voando durante o dia, podem estar doentes, com o vírus da raiva. Caso aconteça o contato direto com morcegos por toque, arranhões ou mordidas, é preciso procurar uma unidade de saúde. É importante a vacinação anual contra raiva de cães e gatos, mesmo para animais idosos e que não tenham acesso às ruas. Para humanos, não há indicação de vacinação, com exceção dos profissionais que trabalham na área e com manejo de animais, conforme avaliação baseada no protocolo do Ministério da Saúde. No caso de sofrer qualquer tipo de agressão por animais mamíferos, é recomendado lavar o ferimento imediatamente com água corrente e sabão, procurar uma unidade de saúde e, no contato com morcego ou acordar com o animal caído dentro do quarto de dormir, procurar o serviço de Saúde para avaliação do caso. O Encontro Paranaense de Vigilância e Prevenção da Raiva desta quarta-feira acontece na Associação dos Funcionários da Cooperativa Lar, que fica na Avenida 24 de outubro, número 59, na margem da BR 277, quilômetro 669, em Medianeira. 

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