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domingo, 1 de setembro de 2019

JAP'S IVAIPORÃ - Amor pelo mesmo esporte reúne família de Paranaguá nos JAPS

Diariamente ouvimos que o esporte tem o poder de aproximar e transformar pessoas e quando você divide a mesma paixão com sua família os laços que os unem são fortalecidos e a prática esportiva se torna mais agradável. Essa é a rotina do casal Vinicius Forigo e Ana Paula Vanhoni Staniscia, de Paranaguá, que conquistaram juntos o título do handebol de areia na fase final da Divisão B do 62º Jogos Abertos do Paraná, realizado em Ivaiporã. Eles se conheceram jogando, formaram uma família e hoje viajam juntos para as competições, sendo um o suporte do outro. “É fantástico ter eles na torcida, deixa o jogo ainda mais especial, além de ser muito importante neste retorno às quadras, após um ano afastada, em razão da gestação, retornar não é fácil, segunda filha, a gente tem mais idade, então esse apoio é fundamental para que tenhamos coragem de encarar esse desafio. Fazer um gol e olhar pra eles é a melhor coisa do mundo”, declarou Ana. Recentemente os dois também comemoraram em dose dupla a medalha de ouro da 1ª etapa na Copa Paraná de Handebol de Areia, uma das atrações dos Jogos de Aventura e Natureza, promovidos pelo Governo do Paraná. “A presença da família nos anima. Olhar pra arquibancada e ver as três ali torcendo, vibrando, incentivando é maravilhoso, é uma energia que impulsiona”, mencionou Forigo, que atua de pivô. 
Revelado nas categorias de base da Associação de Handebol de Paranaguá (AHPA), Forigo é uma das jovens promessas da modalidade no Estado. Premiado quatro vezes atleta destaque e três vezes artilheiro no Prêmio Melhores do Handebol Paranaense, é octacampeão estadual e hexacampeão dos Jogos Abertos com a equipe de Paranaguá, além de ter ajudado na conquista da 4ª colocação no Circuito Brasileiro em 2018. Também já foi convocado para uma fase de treinamento em preparação aos Jogos Pan-Americanos e ao Campeonato Mundial e nesta temporada sagrou-se campeão sul-americano com a Seleção Brasileira de Handbeach. “Treinei muito, não se conquista nada sem esforço, dedicação. Tudo que conquistei, tanto os títulos pessoais como em equipe, as convocações para a Seleção Brasileira e a minha faculdade em Educação Física foi a Ahpa que me proporcionou”, ressaltou o camisa 6. Formada em Comércio Exterior e em Educação Física, Ana tem uma história de mais de 20 anos na modalidade, tendo passado por várias gerações do time feminino, que nesta temporada passa por uma reestruturação para voltar mais competitivo ao cenário de competições. “Estamos voltando bem forte, porque passamos muitos anos sem um time fixo, variava muita peça, agora têm umas meninas da base subindo que prometem elevar o nível do time. O handebol é o esporte que me fascina, por isso continuo jogando, vestindo essa camisa da nossa cidade que tenho um carinho enorme, porque mais que atletas formamos uma família”, enfatizou a armadora esquerda. Esse exemplo de amor ao handebol está trazendo uma nova geração às quadras, é o caso da filha mais velha de Ana, que com 13 anos segue os passos da mãe na modalidade. “Vendo eles treinarem me interessei pelo esporte, é maravilhoso dividir em família esse momento, fortalece o nosso relacionamento e também aproxima mais o time, sou muito grata por vivenciar tudo isso com eles”, evidenciou Angélica, que iniciou há dois anos nas categorias de base da AHPA, entidade que atende anualmente cerca de 200 atletas. Quando o assunto é cuidar da pequena Clarice, de apenas quatro meses, a família conta que todos ajudam e se revezam nos cuidados com a filha. “Rola um revezamento bacana, se não revezar a gente não joga, a intenção não é que ninguém se prive do esporte, a gente quer fazer do esporte a nossa vida, então quando vou pro treino ele cuida da bebê e vice-versa, assim a gente vai revezando porque sabemos da importância do esporte na nossa vida e o quanto contribuiu para o nosso desenvolvimento pessoal e enquanto atletas”, disse Ana.  De acordo com o técnico Edison Miola, a equipe tem uma relação fraterna muito grande, uma vez que a maioria das atletas são mães e têm seus filhos, em sua maioria, dando os primeiros passos no handebol. “Nossa equipe feminina de handebol de areia é formada em grande parte por mães e por meninas que estão iniciando. Quando os jogos são em Paranaguá a família toda acompanha, então temos uma relação bem bacana entre as famílias e o handebol de areia”, destacou Miola. 

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