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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Em interrogatório, réu confessa que esfaqueou ex-mulher grávida, em Marialva

Em interrogatório à Justiça, um homem, de 24 anos, confessou ter esfaqueado a ex-mulher grávida de quatro meses em Marialva, em 3 fevereiro deste ano. A mulher morreu no hospital no dia seguinte, durante uma cirurgia. Davi Henrique Caldeira Brandt, que foi preso um dia após o caso, é réu por feminicídio, estupro e aborto. A denúncia aponta que ele esfaqueou a mulher e a deixou em um matagal, onde ela ficou por cerca de 4 h até ser socorrida. A defesa dele não quis se manifestar. No interrogatório, ele contou que discutiu com a ex no dia do crime. Segundo ele, os dois estavam no carro dele, em um carreador, quando ela o agrediu."Me deu uns tapas na cara, puxando o volante do carro. Aí com o carro em movimento, ela abriu a porta. Eu parei o carro, ela saiu. Eu também saí pela mesma porta que ela saiu. Foi onde eu falei pra ela entrar pra levar embora. Aí eu fui pro lado dela e foi onde me empurrou. Voltei e bati as costas no carro. Aí foi onde aconteceu isso daí [as facadas]", afirmou. O homem negou que tenha estuprado a vítima. "Não houve, não. Não tinha porque eu fazer isso com ela. Em menos de um mês, nós estávamos juntos, casados. Por que eu ia forçar alguém a manter relação comigo?", disse.
O processo está em fase de alegações finais. Depois disso, a Justiça vai decidir se o réu vai ou não a júri popular. Documentos mostram registro de ameaças.Documentos anexados ao processo mostram que Emili tinha registrado boletim de ocorrência contra Davi quase um ano antes do crime, em 19 de abril de 2018. Ela contou que ele "há quatro anos vinha agredindo com socos, puxões de cabelo, cotoveladas, enforcamentos".O relato da mulher indica que no dia anterior ao registro, o homem a "levou para o mato durante a noite e ameaçou-a de morte". Segundo ela, "só não aconteceu nada porque passou um carro que eles pensaram que fosse da polícia".Depois disso, Emili também foi ouvida pelo Conselho Tutelar de Marialva, que acompanhava o conflito por causa da primeira filha do casal, que na época tinha dois anos.Em depoimento, foi confirmado que ela pediu medida protetiva porque estava temendo pela vida devido às ameaças de morte. Em novo contato por telefone, em agosto de 2018, Emili voltou a afirmar para a conselheira tutelar que estava sendo constantemente ameaçada.O delegado de Marialva à época, Adriano Garcia, disse que houve denúncia e que fez o encaminhamento da medida ao fórum. Segundo ele, logo após ela ter denunciado o caso acabou reatando o relacionamento e que retornou pedindo que a medida não fosse adiante.Conforme o delegado, ela não responder as intimações. O fórum informou que não recebeu nenhum documento.O advogado Israel Batista de Moura, assistente de acusação, disse que vai pedir esclarecimentos na Justiça por nada ter sido feito após a denúncia da mulher. Fonte: G1

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