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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Crimes de contrabando geraram prejuízo de R$ 160 bilhões

Os crimes de contrabando e falsificação geraram prejuízo ao Brasil, que ultrapassaram os R$ 160 bilhões só no último ano, segundo relatório apresentado pelo Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) e ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação). Os produtos mais contrabandeados foram cigarros e similares (43%), seguidos de eletroeletrônicos (7,1%) e peças de vestuário (3,6%). Além do impacto social e econômico no País, crimes também afetam desenvolvimento local. As informações são de Laís Taine na Folha de Londrina.


Os dados do prejuízo apontam um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Somando os três últimos anos, o valor chega a R$ 410 bilhões. “Em termos de faturamento, teríamos arrecadação tributária muito maior que se tem hoje, seriam mais políticas públicas, mais retorno para a população. Teríamos ganhos, inclusive, na saúde pública, pois bebidas, cigarros e medicamentos falsos não passam por qualquer controle antes do consumo, não temos análises”, afirma Luciano Stremel Barros, presidente do Idesf.

Os dados foram levantados a partir de 902 operações das Polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal e da Receita Federal. Apesar de apontar que os produtos derivados do tabaco representam aproximadamente 43% do total de mercadorias apreendidas pela Receita Federal, dados da Polícia Rodoviária Federal do Paraná recolhidos pelas instituições demonstram que houve uma redução nas apreensões do produto. Em 2018 foram 18,4 milhões de maços apreendidos, enquanto no ano anterior foram 21,6 milhões.


“O cigarro é o que toma conta da pauta e envolve uma logística muito parecida com a de agroquímicos, outro setor que vem representando uma perda gigantesca para as lavouras, danos ao meio ambiente e também para a indústria nacional, que está produzindo e pagando seus impostos”, afirma Barros.

O setor de eletroeletrônicos também passa a sofrer com os crimes, acompanhando o desenvolvimento do mercado. “Está começando a crescer em peças como modens, fibra ótica, equipamentos de rádio para transmissão de dados... Evolui em progressão geométrica ao considerar que esse setor também está crescendo”, acrescenta.

Segundo o Idesf, em dados gerais, a Receita Federal do Brasil registrou no ano passado crescimento de 29% no índice de apreensões de mercadorias ilegais, atingindo o valor de R$ 3,1 bilhões em produtos retidos, sendo que o total apreendido em 2017 foi de R$ 2,2 bilhões. Fonte: ParanáInfo.

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