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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Servidores não aceitam proposta de Ratinho Junior e afirmam que a greve será mantida

Servidores consideram proposta de Ratinho Junior uma “afronta” e afirmam que “a greve vai continuar”.
O governador Ratinho Junior (PSD) apresentou nesta quarta-feira (3) a proposta de pagamento do reajuste referente aos últimos doze meses, mas de forma parcelada até 2022. A proposta não contempla a defasagem salarial da data-base, congelada há quatro anos e que corresponde a 17%. O Governo propõe pagar 5,09% de reajuste a servidores parcelado até 2022 e vinculado à receita. Segundo a proposta, 0,5% será pago a partir de outubro deste ano e mais 1,5% a partir de janeiro do ano que vem. Outro 1,5% será aplicado em janeiro de 2021, no caso de a receita corrente líquida (RCL) do Estado no ano anterior tenha crescido pelo menos 6,5%. O restante, ou mais 1,5%, incidirá em janeiro de 2022, desde que a receita tiver apresentado crescimento mínimo de 7% nos doze meses anteriores. O índice é superior à inflação de 4,94% dos últimos doze meses – maio de 2018 a abril de 2019. Logo após o anúncio da reposição salarial parcelada até 2022, os servidores estaduais acampados na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, gritaram palavras de comando: “a greve continua”. “Essa reação representa a insatisfação do servidores que estão aqui em greve. Quando recebemos em mãos a proposta, constatamos que ela é muito mais grave do que tínhamos achado, pois esse meio porcento se traduz em um monte de retirada de direitos dos servidores. E isso é inaceitável, por isso a reação de todas as pessoas que estão na greve e que estão aqui na praça”, disse a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), responsável pelo comando da greve, Marlei Fernandes de Carvalho.
Delegados e policiais - A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná, em conjunto com o Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná, enviou uma nota às redações um comunicando para falar sobre os rumos do movimento, em uma entrevista, à tarde. “Diante da proposta de reposição salarial dos servidores públicos do estado, apresentada pelo governador do estado, Ratinho Junior, e compreendendo que estão exauridas as tentativas de negociação direta com governo, a Associação convoca toda a imprensa”. No parágrafo seguinte informa que “tratará de temas sensíveis a sociedade paranaense a partir de decisões que serão anunciadas durante o encontro com os jornalistas”. APP-Sindicato repudia proposta do governo ( veja a nota da APP) - “O governador Ratinho Junior convocou a imprensa para apresentar uma proposta para os servidores. A prática já se configura como um desrespeito as mais de 280 mil famílias de servidores públicos paranaenses, da ativa e aposentados, que estão há 42 meses com seus salários congelados e em greve pela falta de diálogo do executivo. Não bastasse isso, o governador apresentou, a portas fechadas, uma proposta indecente de reajuste para as categorias. Em debate desde março deste ano, o Fórum dos Servidores vem apresentando estudos e finalizou junho com uma proposta ao governo que é possível de ser paga: a implantação da inflação dos últimos 12 meses e negociação dos outros cerca de 13% referentes a anos anteriores. Infelizmente, o governo do Paraná não respondeu a proposta e os servidores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A proposta apresentada hoje é uma afronta as categorias. Como dizer a uma merendeira de escola, cujo salário é de pouco mais de mil reais, que seu salário será reajustado em cinco reais a partir de outubro? É uma vergonha para um governo que isenta em R$ 10,5 bilhões por ano, empresários e ruralistas. Mais grave é tentar chantagear as categorias de servidores e condicionar a efetivação dessa proposta a retirada de direitos dos servidores. Queremos que o governador cumpra a promessa de campanha, de manter as portas do palácio abertas para negociar e pagar o que deve aos servidores. A Greve continua porque é legítima e tem uma pauta de garantia de direitos a quem atende a população que mais necessita do Estado. É grave, é greve! (Direção Estadual da APP-Sindicato).

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