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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Paraná avança para obter status livre de aftosa sem vacinação

O Paraná caminha para conquistar o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino foi em maio, em animais de 0 a 24 meses. O índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos. A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal chancele o novo status paranaense em maio de 2021. De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, essa medida vai representar possibilidades de ganho para os pecuaristas e para o Estado. Ainda segundo Ortigara, não há mais motivo para os produtores continuarem a gastar dinheiro com a compra de vacinas se não há mais a doença. Estima-se que os produtores paranaenses deixem de gastar cerca de 30 milhões de reais nesse serviço. O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal. O status a ser concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal vai possibilitar que o Estado amplie o comércio mundial de carnes, acessando mercados que têm restrições ao rebanho vacinado. Outro benefício é a segregação do Paraná em relação ao grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação. Com esse isolamento, o Estado não será prejudicado se, eventualmente, aparecer doença em uma localidade distante milhares de quilômetros do Paraná. O novo status sanitário também permitirá ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Isso pode acontecer em caso de o Estado conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária. 

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