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domingo, 26 de maio de 2019

Paraná é o terceiro estado com maior desmatamento no país

O Paraná é o terceiro estado com maior índice de desmatamento de mata atlântica no país. Foram 2.049 hectares desmatados entre 2017 e 2018 segundo o mais recente levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica. Cada hectare representa 10 mil metros quadrados. O monitoramento sobre a derrubada da mata nativa é feito por meio de análise de imagens de satélite. Com esse número, o estado figura entre os cinco classificados pela organização com índices “inaceitáveis de desmatamento”. Perde para Minas Gerais, que teve um desmatamento de 3.379 hectares no período, e Piauí, que registrou 2.100 hectares desmatados. Completam a lista os estados da Bahia, com a perda de 1.985 hectares, e Santa Catarina, com a diminuição de 905 hectares de mata nativa. Segundo a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, a área central do estado é a que mais tem sido desmatada.
“Se a gente olhar para mapa do estado do Paraná, a gente vai ter manchas de áreas muitos preservadas como na Serra do Mar e no Parque Nacional do Iguaçu. Porém na região centro sul o desmatamento é grande, em especial pela exploração madeireira que vem explorando áreas de mata nativa.” afirma a diretora. Os índices negativos do Paraná não são novidade. No ano anterior, o Estado também ficou em terceiro lugar, com 1,6 mil hectares de mata nativa derrubados. Em relação ao último levantamento, houve um aumento de 25%. Apesar de os dados serem divulgados em números absolutos, Hirota destaca que eles representam a forma como a mata atlântica tem sido tratada – e que não há justificativa para estados com grandes áreas preservadas desmatarem mais. Para a diretora, é preciso que os governos estaduais atuais assumam o compromisso de mudar essa realidade – já que os dados são reflexo das políticas adotadas pelas gestões anteriores. O diretor de gestão do patrimônio natural do Instituto de Água e Terra do Paraná, Aristides Ataíde afirma que houve um sucateamento dos órgãos de fiscalização ambiental. “Os números não metem e colocam o estado em uma posição que não poderíamos estar. Nos somos um estado que busca ter conservação ambiental. Com tudo os governos anteriores sucatearam os órgãos ambientais que não conseguem cumprir com a função de fiscaliza.” afirma o diretor. O Atlas de Remanescentes mapeia somente áreas superiores a 3 hectares contínuos, preservados ou em estágio avançado de regeneração. Por isso, áreas menores, em regiões urbanas, são desconsideradas. Segundo Ataíde, o governo prevê, até o fim do ano, a ampliação e fortalecimento das equipes de fiscalização e o reforço de programas de incentivo para as cidades manterem grandes áreas preservadas. Os resultados do Paraná estão na contramão dos dados nacionais. No Brasil, o desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017) – que tinha registrado o menor índice desde 1985, quando teve início a série história do levantamento. Atualmente, restam apenas 12,4% do que havia originalmente de Mata Atlântica no país. Informações do Paraná Portal.

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