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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Número de homicídios dolosos cai 32% no primeiro trimestre

O número de homicídios dolosos (com intenção de matar) caiu 32% no Paraná no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em janeiro, fevereiro e março de 2019 foram registrados 381 casos, contra 558 no mesmo período de 2018. Os números são do relatório estatístico da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.O registro de ocorrências de homicídios dolosos é o principal indicador da segurança pública e a redução da taxa mostra a eficiência das ações de combate à criminalidade. Um destaque no período apontado no balanço é que 271 (68%) dos 399 municípios do Estado não registraram homicídios durante o primeiro trimestre deste ano. Dos 128 municípios restantes, 67 tiveram apenas um caso.A redução foi constatada em 16 das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública do Estado (AISP). Houve redução significativa em Curitiba e Região Metropolitana e na área que engloba os sete municípios do Litoral.O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirma que os dados positivos mostram o avanço da segurança pública no Estado. “O Paraná está entre os estados com melhores resultados nesta área. Devemos isso às ações estrategicamente organizadas para combate efetivo à criminalidade”, disse. “A segurança pública está sendo estruturada com planejamento e inteligência, e as ações se darão de forma integrada”.“O trabalho integrado das forças de segurança pública garantiram este excelente resultado, com redução de homicídios e mais da metade dos municípios paranaenses sem registro de casos nos três primeiros meses deste ano. Nossos esforços são no sentido de maior integração e inteligência para combater a criminalidade em todo o Estado”, disse o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell.REGIÕES – Em Curitiba, a queda foi de 38% (foram 30 homicídios dolosos a menos se comparado o primeiro trimestre de 2019 com o de 2018). “Na capital foi feita uma readequação do policiamento ostensivo pela Polícia Militar com a utilização de módulos móveis em locais, dias e horários específicos, nos eixos de maior aglomeração de pessoas. Isso contribuiu largamente para o bom resultado, pois a presença policial inibe o crime, aliado ao trabalho dedicado de investigação feita pela Polícia Civil”, completou o secretário.Nos 22 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, pertencentes a 2ª AISP, de São José dos Pinhais, a redução foi de 40%. Na 3ª Área Integrada de Segurança Pública, que engloba os sete municípios do Litoral, a redução foi ainda maior, de 52,5%.Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, a tendência de queda nos homicídios dolosos é resultado de diversos fatores. Ele destaca a modificação do padrão de operações, que passaram a ser focadas em áreas indicadas de alto índice de homicídio; o policiamento preventivo através de módulos móveis, o desenvolvimento de operações de trânsito e operações policiais, além do cumprimento de mandados de prisão. “A comunidade pode sempre contar com o apoio da polícia militar acionando o telefone 190”, afirmou.A maior redução do Estado foi percebida na 5ª Área Integrada de Segurança Pública de São Mateus do Sul, que registrou queda de 90% nos casos de homicídios dolosos; seguida pela 6ª AISP de União da Vitória e pela 21ª, de Cornélio Procópio, ambas com redução de 66,6%.ÁREAS INTEGRADAS – A tendência de queda também foi percebida nas Áreas Integradas de Segurança Pública Ponta Grossa (27,7%), Guarapuava (43%), Francisco Beltrão (14%), Cascavel (54%), Foz do Iguaçu (46,6%), Campo Mourão (52%), Umuarama (65,5%), Rolândia (27%), Londrina (10%); e Jacarezinho (58%).O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Riad Braga Farhat atribui a redução do número de homicídios ao aumento do índice da resolução dos casos por parte das investigações da Polícia Judiciária. Segundo ele, tanto a Divisão de Homicídios de Curitiba e Região Metropolitana, quanto no interior do Estado, têm aumentado as resoluções dos casos e isso faz com que o marginal pense duas vezes antes de cometer o homicídio.“A polícia intensificou os trabalhos e fizemos de tudo para implementar uma estrutura maior nas investigações de homicídios em todas as delegacias espalhadas pelo Estado. Isso fez com que as investigações chegassem a conclusões mais rapidamente da autoria e das prisões dos homicidas. Consequentemente, o índice de homicídios vem baixando e acredito que esta tendência vai continuar”, comentou.

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