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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

“Economia Solidária” pode servir de modelo no Paraná

Apucarana deve servir de modelo para o Estado, com o Programa da Economia Solidária e Protagonismo Feminino, implementado pela Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família. Em reunião mantida, na última sexta-feira (1), em Curitiba, com equipe técnica da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, o prefeito em exercício, Junior da Femac, e a secretária Denise Canesin Machado fizeram uma apresentação do programa. Em conversa anterior mantida com Denise, o secretário Ney Leprevost se interessou no programa da economia solidária.A secretária da Mulher e Assuntos da Família, informou que a rede de mulheres solidárias foi criada em 2014 e já capacitou mais de 800 pessoas na perspectiva da economia solidária. Conforme relatou ela, a rede é bem diversificada, com participantes de várias idades e classes sociais. “Além da geração de emprego e renda, observamos que muitas mulheres voltaram a estudar”, informou a secretária, salientando que a iniciativa também tem proporcionado o empoderamento feminino e a elevação da auto-estima.O prefeito Junior da Femac explicou como funciona a estrutura do Programa de Economia Solidária.
“A rede é muito dinâmica. Trata-se de um projeto que sempre tem novidades que vão fomentando o trabalho”, relatou ele, acrescentando que em 2015 o programa foi transformado em lei municipal para garantir a continuidade da iniciativa.Elizabete Berton Pereira, supervisora do Programa de Economia Solidária, que também participou da reunião, conta que normalmente as mulheres vêm pela curiosidade de conhecer a rede. “Depois de preencher um cadastro, elas são convidadas a participar de uma capacitação de 20 horas/aula”, explica Bete Berton.Na sequência, aquelas que mostram perfil são integradas à rede e convidadas a prestar voluntariamente um plantão de trabalho no Espaço Mulher. “A partir deste momento, a loja é dela e de todas as outras mulheres. Ela venderá o seu produto e também das demais integrantes da rede, o que reforça o mecanismo solidário”, explica Bete Berton.Além do Espaço Mulher (loja para venda dos produtos) e de um “ponto gourmet”, a rede possui ainda cinco pontos de venda no Terminal Urbano e o Espaço Mulher do Distrito do Pirapó. “À medida que a rede vai crescendo, vamos buscando junto à Prefeitura novos espaços e formas de custeio desses locais”, observa.No estágio inicial, os empreendimentos contam com a participação do poder público na gestão, mas o objetivo da iniciativa é levar as mulheres a conduzir em 100% os negócios. “À medida que vão evoluindo e adquirindo um perfil empreendedor, elas são encaminhadas para o sistema de auto-gestão e para a formalização do empreendimento”, relata a supervisora do programa.Os empreendimentos solidários envolvem a produção de pães, roscas e bolachas, artesanato, produtos de higiene e limpeza, bombons, bonecas, confecção, tricô e crochê, bolsas, chinelos, orquídeas, entre outros. Entre os destaques estão a produção de peças com fibra de bananeira e o empreendimento de gastronomia.Representando o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, participaram da reunião Cacibo Buffara, coordenador da área de trabalho e empresas; e Paula Tavares, assessora do secretário. Buffara avaliou que o programa é muito interessante. “O conhecimento de Apucarana pode ser muito bem replicado para outros municípios. É uma proposta que pode ser adotada pelo estado. Agendamos uma visita a Apucarana para conhecer in loco o programa”, anunciou Buffara.Junior da Femac disse que a reunião foi muito produtiva. “Apucarana está sendo referência para o projeto negócio solidário do Governo do Paraná. São diversas atividades de empreendedorismo que viabilizam renda para as mulheres. Ficamos felizes por este programa criado na gestão do Beto Preto ter alcançado sucesso”, concluiu Junior.

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