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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Pesquisador da UFPR cria aplicativo para diagnosticar diabetes em gestantes

Um pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveu um aplicativo de celular para ajudar no diagnóstico da diabetes mellitus gestacional (DMG), doença que pode ter consequências graves para a mãe e o bebê se não for tratada corretamente. A ferramenta, chamada de d-DMG, foi criada pelo biólogo Waldemar Volanski, doutorando em Ciências Farmacêuticas, com a ajuda de outros quatro desenvolvedores. O aplicativo, que é voltado para os médicos, tem uma interface simples e é fácil de ser utilizado. Os profissionais inserem os dados dos exames pré-natais da paciente na plataforma e o software cruza as informações, concluindo se a gestante possui a doença ou se, na verdade, ela apresenta outro problema. “Existe uma carência de ferramentas desse tipo, para auxiliar no diagnóstico dessa doença e, por isso, desenvolvemos o aplicativo. A diabetes gestacional tem variantes difíceis de serem identificadas e a plataforma faz isso em questão de segundos”, explicou o biólogo. Segundo ele, os exames avaliados pelo aplicativo são os glicêmicos, como hemoglobina glicada e glicemia com ou sem jejum. “Há casos em que a doença é descoberta cedo, mas, na maioria das vezes, o diagnóstico ocorre entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. A ferramenta combina o resultado de todos esses testes e informa qual é a situação da paciente. O médico não precisa ficar verificando tabelas nem nada, o d-DMG foi feito justamente para evitar erros”, completou. A doença - A DMG é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma intolerância a carboidratos de gravidade variável que se inicia durante a gestação e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes preexistente. Caso não seja tratada, a patologia pode causar inúmeros malefícios para a paciente, como parto prematuro, infecção, necessidade de cesariana, a possibilidade de aborto e maior tempo de internação pós-parto. Tanto a mãe quanto o bebê, após o nascimento, podem sofrer com doenças metabólicas e diabetes tipo 2. “A DMG é a doença que mais afeta as gestantes. Em Curitiba, entre 14% a 18% das mulheres grávidas têm diabetes, isso é muita coisa. É importante saber que ela é fácil de ser tratada. Geralmente, a paciente faz dieta, exercício físico e tem uma vida normal. Existem pessoas, no entanto, que não respondem bem a apenas esse tratamento e terão que usar insulina. Independente disso, a gravidez será tranquila se a diabetes for tratada”, finalizou. Informações do portal Banda B.

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