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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Ministro da Saúde fala em abrir postos públicos para atendimentos à noite

O novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse em seu discurso de posse, nesta quarta-feira (2), que pretende criar um terceiro turno de atendimento nos postos de saúde do país. A ideia é que os postos públicos também abram à noite para atender quem trabalha durante o dia e tem dificuldades de passar por consultas nesse período. "É preciso ter um terceiro turno nos postos de saúde. Vamos correr atrás", afirmou sem citar prazos para a implantação da medida. Segundo o novo ministro, a atenção básica, primeiro nível de atendimento e que inclui a prevenção, será a prioridade da gestão. "Meu compromisso com a atenção básica é integral", disse Mandetta A atenção básica contará com uma secretaria dentro da pasta. O ministério também terá uma secretaria voltada para a média e alta complexidade hospitalar. Ele usou cerca de 30 minutos de sua fala para contar sua trajetória de vida como médico e político. Eleito deputado federal pelo Mato Grosso do Sul em 2010 e 2014, o ministro é ortopedista pediátrico. "Não se chega a um cargo de tamanha responsabilidade sem ter um compromisso muito grande com a família, com a fé, com a pátria", declarou. "Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro [PSL] por ter me confiado essa tão nobre missão." O novo ministro disse que Bolsonaro demonstrou humildade ao lhe procurar, na campanha, para pedir sugestões na área de saúde. Mandetta elogiou o fato de o representante do PSL ter incluído no plano de governo a proposta de criação de uma carreira de médico de Estado. O presidente não compareceu à cerimônia, mas estiveram presentes os ministros Tereza Cristina (Agricultura), Osmar Terra (Cidadania) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). Mandetta citou Damares ao anunciar que pretende mudar a estrutura da saúde indígena, que, segundo ele, é improvisada e não apresenta bons indicadores. "Vamos discutir com a ministra Damares a restruturação da saúde indígena".
Auditório lotado - O auditório do Ministério da Saúde ficou lotado para a transmissão de cargo de chefia da pasta. Apenas sete cadeiras foram reservadas para a imprensa, e uma parte dos jornalistas foi colocada em uma sala com TV. Segundo a assessoria, o cerimonial havia orientado que ninguém poderia ficar em pé durante a solenidade. Porém, minutos antes do início da cerimônia, foi sugerido que os profissionais de imprensa que assim desejassem poderiam ficar em pé ao fundo do auditório. Prevenção sem "ofensa" Na última segunda-feira (31), Mandetta afirmou em entrevista à "Folha de S.Paulo" que o governo precisa voltar a estimular a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV. Por outro lado, disse que é necessário ter cuidado na formulação de políticas públicas para não ofender as famílias. "Vamos ter que ver a maneira como isso se dá sem ofender aqueles que entendem que isso possa ser uma invasão do Estado no seu ambiente familiar." Na entrevista, ele também falou sobre a reorganização do atendimento na atenção básica. "O SUS se municipalizou de forma muito irrestrita, deixando alguns municípios sem condições técnicas e pessoal suficiente para fazer a gestão desse sistema. Precisamos repensar os direitos sanitários brasileiros. Vamos criar a secretaria nacional de atenção básica, e ali criar as políticas de recursos humanos e discutir como lotar médicos em locais de difícil provimento", declarou à Folha. LEIA MAIS.

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