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domingo, 4 de novembro de 2018

Incêndio destrói hospital e três pacientes morreram

Segundo o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, 50 pacientes estavam internados na unidade. Pelo menos 20 se encontravam em estado grave.
Um incêndio na tarde deste sábado (3) destruiu a Coordenação de Emergência Regional da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, 50 pacientes estavam internados na unidade. Pelo menos 20 se encontravam em estado grave. Eles foram transferidos para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que ca no terreno ao lado do local atingido. A Prefeitura do Rio ainda não informou o estado de saúde dos pacientes transferidos. Crivella disse ainda que pelo menos três deles morreram durante a transferência, após terem seus equipamentos desligados. A situação dos pacientes era delicada. Um deles tinha 83 anos. No início da noite, funcionários da prefeitura começaram a informar aos parentes dos internos o estado de saúde de cada pessoa. Até as 18h, a prefeitura ainda não havia divulgado os nomes dos mortos. Ainda de acordo com o prefeito, o incêndio teria iniciado no laboratório. "Foi desespero total. A fumaça começou a invadir a sala dos internados", disse a doméstica Rosilene Vieira. "O incêndio começou no horário de visita e muitos parentes ajudaram na transferência. Se fosse em outro horário, a tragédia seria maior", completou ela. O marido da doméstica estava internado na sala amarela desde quarta-feira. Ela contou que cerca de 30 pessoas estavam sendo atendidas no mesmo local. O centro atingido pelo fogo também abriga uma UPA, Unidade de Pronto Atendimento, que recebe cerca de 900 pessoas diariamente. O fogo teve início no segundo andar, onde funciona o dormitório e centro de refeição dos funcionários. Por volta das 17h, os bombeiros conseguiram controlar o incêndio. No início da noite, polícias e bombeiros deram início à perícia para saber as causas do incêndio. Alguns pacientes foram transferidos para hospitais federais no Rio de Janeiro. A unidade atende moradores da região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá O estado e o município do Rio de Janeiro vivem uma grave econômica que impacta diversos setores da administração. Desde 2016, o Estado está sob decreto de calamidade pública, com atrasos seguidos na folha de pagamentos de servidores, congelamento de investimentos e falta de verbas para itens básicos. Tanto no âmbito municipal quanto no estadual. há falhas e improvisos na saúde, falta de verbas na educação e deterioração do sistema de transporte. A segurança pública é um dos desdobramentos mais notáveis dessa crise nanceira no Estado. Com a piora da segurança desde fevereiro deste ano, o estado está sob intervenção federal de sua segurança pública. Entre as responsabilidades da intervenção federal está a de zelar pelo funcionamento do Corpo de Bombeiros do Rio. A corporação, porém, não é prioridade no plano de ação dos gestores.

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