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domingo, 21 de outubro de 2018

Quinze cães moram no cemitério para ficar perto dos 'donos'

A matéria é do Jornal Odiário e destaca que eles foram chegando aos pouquinhos, um a um, há cerca de oito anos. E hoje são quinze cães. "Acredito que os primeiros que chegaram eram de pessoas que foram sepultadas no cemitério. Os donos morreram e eles acabaram ficando", conta Dalva de Souza, presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Sarandi - Organização Não Governamental (ONG) que cuida dos quinze "hóspedes" do cemitério. A situação faz lembrar da história de "Hachiko", relatada no lme de drama norte-americano "Sempre ao Seu Lado", de 2009. O roteiro é baseado em fatos reais, e é um remake do lme original japonês, de 1987. Hachiko é um lhote da raça Akita que acompanha seu dono - um professor universitário -, diariamente, até a estação de trem, e espera sua volta do trabalho. Até que um dia seu dono morre. Mas, durante dez anos, o cão continuou visitando a estação de trem - mais precisamente no momento de desembarque, na esperança de encontrar seu dono. Uma grande prova da lealdade e amor dos cães. Os cães que moram no Cemitério Municipal de Sarandi não têm nome, tampouco se sabe dos seus antigos donos. A única coisa que se sabe é que eles zeram daquele espaço, suas casas. "Acredito que eles também acabaram cando porque é um espaço calmo. Ali, eles estão livres de ameaças. Não correm o risco de serem atropelados", conta Dalva de Souza. E eles acabaram se sentindo tão "em casa", que começaram a avançar nas "visitas". Os cães estavam impedindo os moradores de entrar no cemitério. "Como eles acham que é a casa deles, eles queriam morder os visitantes. Então, nós, da ONG, pedimos que a prefeitura zesse um cercado para eles. E foi feito um espaço onde eles cam presos durante o dia. E após às 17h, cam soltos", conta a presidente da ONG. O diretor do Cemitério Municipal de Sarandi, Edson Santos, enfatiza que os cães são respeitados e bem tratados no local. "Fazemos um trabalho conjunto aqui, nós e a ONG - que vacina, traz ração. Não podemos abandonar esses animais, porque eles já foram abandonados por seus respectivos donos. Além disso, os quinze ajudam a cuidar do cemitério. Auxiliam o guarda". O problema é que muitas pessoas começaram a abandonar animais ali. "As pessoas soltam os cães de propósito, na beirada do cemitério, porque veem que ali já tem animais e que estamos tratando deles. Infelizmente, as pessoas não têm amor pelos animais. Recentemente, um Gol cor cinza abandonou um cachorro muito bonito aqui", acrescenta Edson Santos. Mas, os cães que moram no cemitério sobrevivem de doações, em um trabalho conjunto entre a ONG e os funcionários do local - que fazem por amor. Além disso, a Lei 9605/98 - Lei de Crimes Ambientais - prevê abandono e maus-tratos como crime. Qualquer pessoa que for testemunha de situação de abandono de animais pode ir à delegacia mais próxima e fazer a denúncia. A pena é detenção - de três meses a um ano -, e multa. Além de cuidar dos quinze cães que vivem no cemitério, a Sociedade Protetora dos Animais de Sarandi acolheu outros 60 animais - 45 cães e 15 gatos -, que cam em um abrigo. "Alugamos uma residência porque não tínhamos nenhum espaço. Os cães abandonados cam lá para serem tratados, e depois levamos para feirinhas de adoção. E além desses 60, cada uma de nós - somos em dez protetoras -, temos animais nas nossas casas também. Que são os que estão machucados, e que precisam de mais cuidado nesse primeiro momento", ressalta, LEIA MAIS.

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