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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Osmar Dias desiste de aliança com o MDB de Requião

Candidatos a deputado do PDT temiam perder vagas para emedebistas
Após longa negociação, o ex-senador e pré-candidato ao governo Osmar Dias (PDT), desistiu da coligação com o MDB do senador e pré-candidato à reeleição, Roberto Requião. O principal entrave para o acordo foi a exigência do MDB de que a aliança incluísse uma chapa única de candidatos a deputado federal e estadual. Os candidatos do PDT e do Solidariedade – que também apoia Osmar – temiam perder vagas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa para os emedebistas – que tem maior potencial de voto. Além disso, os aliados do pedetista também temiam que a pré-candidatura de Osmar fosse contaminada pela rejeição do eleitorado à Requião – principalmente no interior do Estado – por suas posições contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de sua desistência de uma aliança com o MDB do Paraná, presidido pelo senador Roberto Requião, o ex-senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Estado, confirmou nesta terça-feira (31) que um dos problemas no acordo estava na coligação proporcional, dos pré-candidatos a deputados do PDT. Seus correligionários temiam que os emedebistas acabassem ficando com as vagas da chapa na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, e enfraquecendo o partido. Osmar também não gostou do ultimato feito por Requião para que ele desse uma resposta até o início da tarde de ontem sobre a proposta de aliança. “Como posso conversar com alguém que impõe um prazo, numa questão tão delicada?”, afirmou. Segundo ele, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi também demonstrou resistência à coligação, em razão do risco do partido eleger menos deputados federais. O número de parlamentares eleitos é o que determina a divisão dos recursos do fundo partidário, do fundo eleitoral e do tempo de cada legenda na propaganda de rádio e televisão. “Não posso sacrificar pessoas que estão comigo há 15, 16 anos, por uma pessoa que só pensa no próprio umbigo”, disse o pré-candidato.
Prejuízo - O pedetista lembrou da aliança que fez com o MDB em 2010 e elegeu Requião senador, mas que teria custado sua eleição ao governo. Na época, ele foi sondado pelo grupo do então governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), adversário de Requião, para ser candidato ao Senado em coligação com os tucanos. “Se eu tivesse feito a aliança em 2010 talvez Requião não fosse senador hoje. E eu acabei muito prejudicado por aquela aliança. Fiz na época uma aliança que metade dos deputados do PMDB me apoiaram a e outra metade não. Eu sei o que essa aliança significa pra mim.”, disse. Osmar rebate a crítica de que estaria fazendo o jogo do grupo de Richa ao não aceitar o MDB em sua chapa. Ele garantiu que sempre fez oposição ao governo tucano e não irá mudar seu posicionamento. “Eu nunca estive com o governo (Beto Richa), nunca fingi estar na oposição. Sempre fui contra a antecipação da receita, contra a quebra do Paranaprevidência (…) Agora, para fazer oposição eu tenho que vencer a eleição”, afirma. Vice e Senado - A vaga de vice na chapa de Osmar ainda não foi definida. Apenas o Solidariedade confirmou apoio à chapa do pedetista até agora. O ex-senador tem ligações com integrantes do Podemos, de seu irmão, senador Alvaro Dias, mas o partido ainda não confirmou apoio na chapa ao governo. “Eu apoio o Alvaro para presidente da República. O apoio do Podemos não depende de mim. São bem-vindos. Ainda estamos conversando, mas é difícil”, confirma Osmar. O PDT ainda aposta em negociações com o PPS, presidido pelo deputado federal Rubens Bueno, e até mesmo com PSB, que até agora tem demonstrado esforço para se manter na chapa conjunta com PSDB, do governador Beto Richa, pré-candidato ao Senado, e PP, da governadora Cida Borghetti (PP), candidata à reeleição. Sobrinho de senador pode ser candidato - Com a decisão do ex-senador Osmar Dias de não fechar aliança com o MDB, o partido deve lançar o deputado federal João Arruda, sobrinho do senador e pré-candidato à reeleição, Roberto Requião, como candidato ao governo do Estado. Com isso, garantiria um palanque para aproveitar seu tempo no programa eleitoral de TV e rádio que chegaria a quase dois minutos, além do fundo partidário. “A proposta foi colocada a Osmar Dias. Se ele não aceitou o PMDB levará essa proposta com uma candidatura própria com toda clareza. Nesse caso eu poderia dizer que mais vale um pinhão de ouro do que a soberania e o desenvolvimento do Paraná”, afirmou ontem Requião, que não gostou da decisão do pedetista.

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