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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Beto Richa ameaça esvaziar aliança de Cida Borghetti

DEM e PSB podem retirar apoio à governadora se PSDB for excluído, diz tucano
O ex-governador Beto Richa, presidente do PSDB estadual, afirma que a base de apoio à campanha de reeleição da governadora Cida Borghetti (PP) pode ser esvaziada se prosperar a intenção do deputado federal Ricardo Barros (PP), marido de Cida, de afastar o PSDB da coligação. Em entrevista à rádio CBN Londrina, Richa disse que partidos como PSB e DEM também não abrem mão da aliança com os tucanos, e podem retirar o apoio à Cida se o PSDB for excluído da coligação. Segundo ele, Barros causa “instabilidade” e insegurança aos partidos aliados. Na segunda-feira, Barros disse que Bem Paraná que Richa está preparando um “acordo branco” com o deputado estadual Ratinho Junior (PSD), pré-candidato ao governo, para concorrer ao Senado. Por essa estratégia, Richa não apoiaria oficialmente nenhum candidato ao governo, e concorreria ao Senado como candidato avulso. Em troca, o grupo de Ratinho Jr também não lançaria nenhum nome de peso como candidato a senador. Instabilidade – Richa disse que não teve problemas com Cida, mas que Barros, articulador político da campanha, tem demonstrado que pretende afastar o tucano da aliança combinada antes de sua renúncia ao governo em abril. “Dá parte dela (Cida) eu acredito que sim (que o apoio está mantido). No momento que nós estamos agora, abriu o prazo para as convenções e os partidos já estão realizando, e o encarregado dessa articulação e formação dessas alianças por parte do governo ou melhor dizendo, do PP, é o Ricardo Barros. Uma hora ele quer de um jeito, outra hora ele quer de outro jeito. Fica essa instabilidade que gera insatisfação e insegurança em relação a esses partidos que já há algum tempo caminham unidos em alianças e coligações de eleições vitoriosas”, disse. Na quarta-feira, o presidente do PSB, Severino Araújo, confirmou ao Bem Paraná que a legenda deve abandonar a chapa caso o PSDB seja realmente afastado. À CBN Londrina, Richa mencionou a entrevista e disse que outros partidos devem fazer o mesmo. “O presidente do PSB, Severino Araújo disse que não abre mão da manutenção desta aliança, em especial com o PSDB. O DEM já manifestou esse esse interesse, e outros partidos”, disse o ex-governador. Manobras – Ele mencionou a ajuste fiscal feito em seu governo, além de outras ações e projeto, que, segundo, ele, não seriam possíveis sem a aliança. “Se não fosse a bancada desses partidos que integravam a base de apoio ao nosso governo muitas das ações não teriam acontecido no Estado”, discursou. Para o ex-governador, Barros tem feito “manobras” para desarticular a aliança. “É importante essa aliança que nós construímos no Estado. E essa aliança, a preocupação de todos é que não seja desfeita em razão de algumas manobras políticas visando, no entendimento do PP, uma condição melhor para disputar as eleições, a reeleição da governadora Cida Borghetti”, afirmou. “A relação com a governadora Cida Borghetti tem sido muito boa. Todos reconhecem nela uma pessa educada de fino trato, cordial, tem trabalhado muito, viajou todo o Estado, em especial no prazo da entrega de investimentos, assinatura de convênios, liberação de recursos aos municípios, alias, acabei de dizer que deixei um Estado com muito dinheiro em caixa, com muitas obras em andamento e ela tocou para frente isso. Temos tido uma relação, posso dizer, harmonioza e respeitosa. Não tenho reclamação em relação à governadora Cida Borghetti”, disse. A convenção do PSDB está marcada para a próxima quarta-feira. De acordo com Richa, o encontro não deve ter o destaque das eleições anteriores. “Vai ser uma convenção simples. Não estamos convocando muita gente”, afirmou. Narley Resende – Bem Paraná.

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