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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Associação de Síndrome de Down já existe em Apucarana

De uma amizade e das descobertas mútuas, nasceu a inspiração de compartilhar o aprendizado diário e ajudar outras famílias.
Fabíola Acosta é dentista, Flávia Sabóia, psicóloga. Em comum são mães de filhas portadoras da Síndrome de Down e fundaram uma Associação para auxiliar quem precisa. Fabíola é mãe de Luiza, uma adolescente de 16 anos. Quando a filha nasceu foi orientada que deveria estimular a criança para um melhor desenvolvimento e precisou buscar muita informação sobre a Síndrome para garantir a ela uma boa educação. “Como? Quando? com quem estimular? Essa situação é completamente diferente quando o filho nasce, são mares nunca navegados. A Associação é para orientar esses pais, quando nasce ficamos com pés fora do chão, perdidos, sem saber quais profissionais procurar, por onde começar. Queremos ajudar essas famílias,” comenta Fabíola. Antonela tem 9 anos, é filha da Flávia, a psicóloga contou com a ajuda da amiga para descobrir os melhores caminhos para a estimulação da criança. “Eu morava em Curitiba, não conhecia ninguém, minha mãe me disse que os dentistas dela tinham uma filha com Síndrome. Vim para Apucarana, eles me receberam, falaram da importância de rapidamente desenvolver a estimulação, me indicaram profissionais, conhecia a Luiza, o que me acalmou muito, pois vi o quanto ela tinha uma vida ótima, o quanto era uma criança linda, fiquei mais tranquila. É essa ajuda que queremos oferecer aos pais, pois no começo a gente fica confusa,” relata Flávia. A Associação já tem sede, está localizado na Rua Suzana Pacheco nº 79, ao lado da Clínica Cervantes, na região do Bairro 28 de Janeiro. O espaço será utilizado para palestras, reuniões entre outras atividades. O atendimento deve ser agendado pelo telefone 43 999584608, aos pais que precisarem de orientações podem utilizar o mesmo contato. Existem aproximadamente 30 pais de Apucarana e da região que já estão na lista para atendimento na Associação. Podem participar pessoas com Síndrome de Down de qualquer idade, familiares ou cuidadores. Profissionais da área da saúde, educação e também de outros setores que quiserem colaborar de forma voluntária, serão bem vindos. “Para auxiliar na Associação, já conseguimos parcerias com médicos, fisioterapeutas, pediatras, profissionais que vão nos ajudar de forma voluntária.
É essencial que os pais saibam que o quanto antes começar a estimulação, melhor será para o futuro dos filhos. A mente deles é uma caixinha aberta, o que eles aprendem de 0 aos 8 anos não aprendem dos 8 anos 80. Tem que ser rápido, aceitar o filho logo, correr atrás dessa estimulação. Quando mais fizer essa estimulação, mais uma vida normal poderá ter. Minha filha até me assusta com a independência dela,” destaca Fabíola. A Associação também já tem nome DownLoad. No espaço serão desenvolvidos projetos como por exemplo o Nascer Down voltado para atender os pais no momento em que crianças portadores da Síndrome nascerem. Além de trabalhar a inclusão nas escolas e inseri-los no mercado de trabalho através de parcerias com empresas. “As pessoas tem a visão distorcida de como eles vivem. Eles namoram, casam, tem uma vida completamente normal do jeito deles. Temos que saber conviver com essas diferenças, respeitar cada um. Cada um é do jeito que é. Eles têm o jeitinho deles de levar a vida. Os pais devem ficar tranquilos, eles vão experienciar algo na vida que é muito novo, é um tipo de amor que eles nunca viveram. É o maior tipo de amor. Vão descobrir uma forma de amar mais intensa,” ressalta Flávia. Um exemplo de independência é Luiza, a jovem estuda, tem uma rotina que envolve cursos, atividades físicas e lazer. Além disso, ela sabe navegar na internet muito bem. A adolescente sonha em ser cineasta ou uma escritora, e pensa em até escrever um livro sobre a Síndrome de Down. “Pessoas com essa Síndrome, elas são iguais às outras, não muda nada, posso fazer tudo que alguém pode fazer. Vou ajudar minha mãe e a Flávia na associação, e mostrar aos pais como é ter essa Síndrome. É maravilhoso! Sou muito feliz,” finaliza Luiza. Fonte: Jornalista Silvia Vilarinho – 98 FM.

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