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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Presos de Ivaiporã, escrevem carta e prometem rebelião

A carta foi direcionada para as autoridades de Ivaiporã e ao Delegado Dr. Gustavo Dante da Silva. Familiares também reclamam das condições da cadeia pública
A matéria é do repórter Aldinei Andreis do Jornal paraná Centro e destaca que familiares de detentos da cadeia pública de Ivaiporã realizaram na manhã desta quarta-feira, dia 14 de fevereiro, uma manifestação em frente ao portão de acesso à carceragem da Polícia Civil do município. As famílias reclamam a dificuldade de entregar comida para os detentos e também da limpeza que os agentes carcerários realizaram nas celas e retiraram colchões e objetos pessoais dos presos. Cerca de 50 pessoas estavam em frente da delegacia esperando o momento de entregar comida aos detentos. Mas a informação é que a entrega dos alimentos está proibida. E apenas kits de higiene foram liberados para serem entregues aos presos. A visita desta quarta-feira também estava suspensa. Ivone Volpe, mãe de um detento, disse que a cobrança é para que fosse liberada a entrega de alimentos e visita. Segundo ela, foi realizada uma revista nas celas e retirados diversos objetos como roupas, colchões, lençóis, ventiladores e redes. “Faltam condições que qualquer ser humano precisa, sabemos que eles estão presos e pagando pelo que fizeram, mas eles também têm direitos e não podem passar fome”, desabafa. Ela afirma que a marmita que é fornecida pelo Estado é ruim e, muitas vezes, é servida azeda. Além disso, já foram encontrados parte de insetos nas quentinhas. “Hoje, eles deixaram entrar apenas os kits de higiene, mas é uma obrigação do Estado; os presos estão passando fome. Sabemos que a situação é grave há anos, mas queremos pelo menos passar os alimentos para eles”, disse a mãe. Nerli Lacerda, que também tem um filho detido, comenta que a situação é caótica e reclama da dificuldade de tratamento de saúde. Ela salienta que alguns presos são soros positivos, têm hepatite e doenças contagiosas e têm dificuldade para conseguir atendimento médico. “A carceragem só atende os presos em casos extremos, eles estão sob custódia do Estado, que está sendo omisso, muitos deles ainda não foram julgados e é dever do Estado preservar a saúde dos seus custodiados”, lamenta. Ela ainda classifica a situação da cadeia como nojenta e degradante. SOBRE A CARTA - Nela, eles comentam sobre a falta de higiene, inclusive que vivem amontoados em um local sem ventilação, com paredes mofando e outros problemas. Ainda segundo familiares, a presos não condenados, que podem ser inocentados, mas vivem a mesma angústia. Também relatam a presença de pessoas soro positivo, diabético, idosos, portadores de asma e outras doenças, que podem não sobreviver, ou dependendo da doença, transmitir para os demais ou agravar o seu quadro clínico. O local tem capacidade para 32 detentos, mais no momento em que a carta foi escrita, havia 153 aprisionados. Vamos também destacar algumas frase que constam na referida carta: "A infiltração é tanta, que a água corre pelas pareces"; "O que está aconteceu com esta unidade se tornou constrangimento ilegal"; "Estamos apenas comunicando o Delegado, para não acontecer algo maior"; e "Esse é um grito de socorro". (Colaboração: Aldinei Andreis e Berimbau). LEIA MAIS.

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