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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Coamo vai distribuir R$ 222,6 milhões como ”sobras”

No próximo dia 19 tem depósito em conta para os 28,3 mil associados da Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina. A cooperativa fará a segunda parcela de distribuição dos lucros de 2017. Desta vez serão R$ 222,3 milhões. Em dezembro a empresa já havia adiantado R$ 95,4 milhões. O fato de os agricultores terem “segurado a soja” à espera de melhores preços fez com que o valor total do repasse, de R$ 318 milhões, ficasse abaixo das ‘sobras’ distribuídas em 2016, que alcançaram R$ 338 milhões. O anúncio oficial do repasse aos cooperados será feito na Assembleia Geral da cooperativa, marcada para o dia 16 de fevereiro. De acordo com o presidente da cooperativa, Aroldo Galassini, o faturamento da Coamo em 2017 foi de R$ 11,07 bilhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 11,4 bilhões de 2016. “Nós tivemos uma supersafra, mas o produtor segurou o produto. Os preços não ajudaram”, explica. Segundo Galassini, uma simulação feita pela equipe técnica da cooperativa mostra que se toda produção tivesse sido comercializada e os insumos comprados tivessem sido retirados, o faturamento saltaria para R$ 14,7 bilhões. “Seria um crescimento muito expressivo”, afirma. A queda no preço das commodities como soja, milho e trigo ao longo do ultimo ano não afetou apenas o faturamento da Coamo, mas também o estoque. Neste momento, a Coamo tem 47 milhões de sacas de 60 kg de soja, milho e trigo estocados. A capacidade estática total da cooperativa é de 90 milhões. “No ano passado, nós recebemos 127 milhões de sacas”, informa o presidente. Com a aproximação da próxima safra, a cooperativa adotou uma politica de cobrar pelo uso dos armazéns. A Coamo mantém mais de 110 unidades estrategicamente localizadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A partir de 1º de janeiro de 2019, será cobrado R$ 0,25 centavos por saca, mensalmente. “No começo da cooperativa nós cobrávamos. Com o tempo, passamos a não cobrar, mas o produtor vendia. Atualmente, ele vem segurando. Há três, quatro anos, o estoque de passagem era 3 milhões de sacas, passou para 19 milhões, agora está em 43 milhões. E temos outra safra chegando”, diz. Desde outubro a Coamo cobra a taxa de produtores não cooperados. “A decisão foi muito bem aceita entre os cooperados. Estabelecemos um bom prazo, para que o produtor possa se planejar”, explica. Mesmo com a decisão, a Coamo prevê a reutilização de silos bag, assim como aconteceu no último ciclo. Atualmente, a Coamo é responsável pelo recebimento e comercialização de 16% da produção paranaense e de 3,5% de toda safra de grãos e fibras produzidas no Brasil. LEIA MAIS.

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