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domingo, 14 de janeiro de 2018

Vacinação também é fundamental aos mais velhos

Junto com o acesso à água potável, a vacinação é considerada a invenção que mais salvou vidas na história da humanidade.
Seu desenvolvimento permitiu varrer da face da Terra vírus e bactérias que, há apenas algumas décadas, afetavam milhões de pessoas, especialmente as crianças. O aprimoramento da tecnologia e do conhecimento científico possibilitou ampliar a ação dos imunizantes e estender seu uso para outras faixas etárias, incluindo à turma que já passou dos 60. Hoje, esses recursos são considerados um pilar fundamental do envelhecimento saudável. “Do mesmo modo que tratamos o colesterol e a pressão alta para evitar um infarto nos idosos, temos que encarar a vacinação como a melhor estratégia para prevenir as doenças contagiosas”, compara a médica Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional São Paulo. Com o passar dos anos, é natural que o sistema imunológico fique mais frágil e não consiga responder ao ataque de seres microscópicos com a mesma potência de outrora. Nesse contexto, as vacinas perdem um pouquinho de sua efetividade. Mas não há razão para alarde: elas continuam importantes e diminuem pra valer a probabilidade de complicações derivadas de uma infecção. “Um indivíduo imunizado contra o vírus influenza pode até pegar uma gripe, mas o quadro será leve e ele terá um risco muito menor de sofrer uma pneumonia na sequência”, exemplifica a médica Isabela Garrido, do Fleury Medicina e Saúde. Também não dá pra se esquecer do benefício coletivo das picadas. Ora, se eu estou resguardado contra determinado micróbio, não o transmito para quem está em meu círculo de convivência. Imagine alguém mais velho que mora com um portador de doença crônica ou com seu neto recém-nascido, ainda não totalmente vacinado. Essas pessoas estão vulneráveis e dependem da imunidade dos outros para não contrair algumas infecções. Portanto, manter a carteirinha atualizada é uma responsabilidade para com a sociedade. Infelizmente, a visita aos postos de saúde fica mais rara conforme a idade avança. “Não temos a cultura de perguntar sobre as vacinas após a infância”, nota a geriatra Thais Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Outros motivos que explicam essa baixa popularidade são as notícias falsas espalhadas pela internet e o próprio sucesso das políticas públicas. “Como não vemos gente com sequelas de poliomielite ou de sarampo, parece que são coisas de um passado distante. Mas elas só permanecerão assim se insistirmos nesse esforço conjunto”, conclama a médica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Nas páginas a seguir, você confere as vacinas que todo mundo acima de 60 anos deve tomar para percorrer uma vida longa e livre de ameaças. LEIA MAIS.

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