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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Deputado caçoa de projeto e descobre que é o próprio autor

Em nota publicada em seu site oficial, o deputado admitiu uma falha na tramitação do projeto
Um deputado foi surpreendido durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais ao tirar sarro de um projeto de lei e descobrir, segundos depois, que a proposta era de sua autoria. Felipe Attiê (PTB) havia acabado de rir da ideia de criar o "Dia Estadual do Coach" quando ouviu seu nome como autor da PL 3.697, de 2016. Em nota, o parlamentar atribuiu a confusão a erros de seu gabinete no protocolo e na tramitação. "Do coach", repetiu Attiê antes uma sonora risada e um comentário irônico. "Esses deputados... É brincadeira, viu". Em seguida, o presidente da Mesa identificou o nome do crítico como autor do projeto de lei, o que fez o deputado se curvar sobre o seu assento e emitir um som de surpresa no microfone da Casa. Em nota publicada em seu site oficial, o deputado admitiu uma falha na tramitação do projeto. Attiê alega ter pedido o arquivamento da proposta em 2016, mas um erro dele e da assessoria deixou a proposição continuar a tramitar à revelia do gabinete. Ao ver a matéria em votação na CCJ estadual, o parlamentar destaca que ficou surpreso e criticou o projeto. O vídeo da sessão, filmado em 8 de novembro, viralizou na internet a partir do dia 15. O deputado se manifestou após o feriado. Por coincidência, segundo ele, outro deputado estadual sugeriu projeto semelhante em novembro deste ano. A nova proposta acabou apensada ao projeto de lei de Attiê, que estaria engavetado, sem andamento na tramitação há um ano. Na Assembleia mineira, ele explica, os projetos de escopo semelhante ficam ligados aos que vieram antes. Na visão do deputado, como a CCJ perdeu o prazo de elaborar um parecer, seu projeto era matéria vencida e haveria um pedido ao gabinete para que não tramitasse. O parlamentar ainda ressaltou que foi vereador durante cinco mandatos consecutivos e nunca apresentou projeto de lei deste teor. A orientação do parlamentar era não era de criar "Dia do Coach", mas de prestar uma "simples homenagem". Por erro, sua equipe acabou por protocolar a proposta. Na nota, Attiê também explica que não compõe a CCJ. Estava lá para conversar com uma desembargadora sobre um processo. O deputado garantiu que respeita os profissionais de coach, mas diz acreditar que os parlamentares "têm uma missão mais relevante do que apenas propor leis deste tipo com homenagens". Informações Extra.

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