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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ivaiporã investiga morte de peixes no lago da Vila Residencial de Furnas

Centenas de peixes foram encontrados mortos nos últimos dias no Lago da Vila Residencial de Furnas, em Ivaiporã. O prefeito Miguel Roberto do Amaral (PSDB) esteve nesta sexta-feira (20) no local, acompanhado de uma comissão formada por integrantes da Polícia Civil, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Departamento de Meio Ambiente. Eles percorreram as margens para investigar causas da mortandade dos peixes. De acordo com o secretario de Meio Ambiente, Jayme Ayres, preliminarmente, a equipe acredita que a estiagem, o baixo nível das águas e a grande população de peixes tenham reduzido o oxigênio da água e, consequentemente, provocado a morte de peixes. “Além da estiagem, a pesca no lago ficou proibida por bastante tempo, tendo então um aumento no número de peixes. Diminuindo o oxigênio, alguns peixes começam a morrer”, relata Ayres. O prefeito Miguel Amaral justificou a presença da Polícia Civil e do IAP. “É uma área ambiental muito importante para Ivaiporã e merece toda a nossa atenção. Embora aparentemente seja a redução de oxigenação da água, estamos também vistoriando para ver se não há nenhum descarte ilegal”, argumenta o prefeito. Miguel Amaral também determinou a coleta de água e peixes para passar por análise laboratorial. Para amenizar a mortandade, a equipe de Meio Ambiente está transferindo os peixes vivos para o lago Jardim Botânico onde a oxigenação da água é maior. “A produção de água desse lago (Vila de Furnas) é pequena. Aqui, é uma nascente permanente e sete intermitentes que secam em períodos de estiagem. No Jardim Botânico, temos 22 nascentes permanentes, e lá não falta água”, relata Ayres. O diretor regional do IAP, Maurilio Vila, sugeriu ainda a implantação de um aerador e o corte algumas árvores na pequena ilha no centro do lago, local onde gansos que habitam o parque passam a noite. “É uma forma de forçar os gansos e encontrarem outro local para dormir. A ilha é onde elas defecam, e quando chove as fezes caem na represa, o que gera competitividade de oxigênio com os peixes”, completa Vila. Informações do Jornalista Ivan Maldonado da Tribuna do Norte.

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