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domingo, 1 de outubro de 2017

Especialistas e parlamentares defendem reforma tributária relatada por Hauly

O plenário da Câmara se transformou em comissão geral nesta quinta-feira (28) para debater com especialistas a proposta de reforma tributária relatada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O tucano já apresentou um texto inicial, que está em consulta pública recebendo sugestões. Ele espera ver a reforma aprovada na comissão especial até o fim do ano. Hauly tem percorrido o país para conversar com setores da sociedade sobre a reforma – já foram 77 palestras e mais de 150 audiências concedidas para trabalhadores, empresários, segmentos de municípios, estados, e do governo federal. “Essa discussão foi e está sendo de fundamental importância para a transparência, para a busca do consenso neste tema tão complexo”, explicou. O tucano propõe uma reforma que promova a reengenharia tributária, tecnológica, de inclusão social e desenvolvimento econômico. Hauly tem trabalhado no tema desde 1987, quando foi secretário de Fazenda do Paraná. Segundo ele, o atual sistema tributário tem forte impacto no desemprego, na não distribuição de riquezas, e do baixo desenvolvimento do país. O deputado alerta que a injustiça tributária brasileira afeta os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos. Esses cidadãos pagam 53,9% de impostos diretos e indiretos. Ele citou o exemplo de um trabalhador que receba R$ 1 mil mensais e gaste R$ 600 com comida e remédios. Acabando com os impostos sobre alimentos e medicamentos, esse cidadão economizaria R$ 200 só com essas compras. “Se não fizermos essa mudança, vamos entregar aos nossos filhos e netos uma nação derrotada, apesar de tão rica, com tantas oportunidades”, completou. Convidado pelo PSDB, o economista José Roberto Afonso afirmou que a proposta de reforma é corajosa por promover a mudança de todo o sistema tributário, e não apenas um ou outro imposto. Por outro lado, ela é tímida porque a economia brasileira tem passado por grandes alterações. Ele acrescenta que, em 5 ou 10 anos, o país terá tributos diferentes. “A certeza é de que como está não dá para ficar”, declarou. LEIA MAIS.

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