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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Justiça nega devolução de bens de cantor sertanejo preso em operação

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Delcio Miranda da Rocha, indeferiu pedido de devolução dos bens de Rafael Francisco Frare de Siqueira, cantor sertanejo preso na Operação Sem Filtro, deflagrada em Londrina no final de setembro pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) e mais quatro estados brasileiros. Já solto, o jovem integrante da dupla Fábio e Rafael é investigado, junto com 16 pessoas, por suposto envolvimento com lavagem de dinheiro em um esquema de falsificação de cigarros. No despacho, o magistrado avaliou que os documentos juntados pela defesa do sertanejo "não são capazes de provar que os bens apreendidos não sejam provenientes de crimes, em tese, praticados pelo acusado". Rafael Frare foi solto no dia 26 de setembro após o prazo da prisão preventiva ter expirado. "Para que se possa restituir os bens requeridos, se faz necessária a prova clara e robusta de origem lícita do objeto, o que não vislumbro nos presentes autos", ponderou o juiz. Nas últimas linhas da decisão, Delcio Miranda da Rocha disse que "há informações carentes e precárias de 'suposta' licitude dos materiais apreendidos". A reportagem não conseguiu contato com o advogado que defende o artista, Fernando Buono. Segundo as investigações do Nurce, o dinheiro era lavado na RF Produção Artísticas, vinculada à dupla sertaneja. Mais de R$ 10 milhões foram bloqueados, sendo que R$ 6,5 milhões em propriedades situadas em um condomínio de luxo na zona sul de Londrina. Além disso, uma BMW e um ônibus dos cantores foram interceptados pela polícia. De acordo com o delegado do Nurce, Renato Figueiroa, apenas Rafael estava preso temporariamente. Essa não é a mesma situação de quatro investigados pela quadrilha, que permanecem presos preventivamente. Dentre eles, está Clodoaldo José de Siqueira, pai do sertanejo. No final de setembro, o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, ordenou a transferência de Siqueira do 4º Distrito Policial, na Avenida Dez de Dezembro, para a Casa de Custódia, região sul da cidade. Nakadomari argumentou que "a manutenção dos réus com os demais detentos acarreta riscos à sua integridade física, bem como da própria unidade prisional". Siqueira é considerado pelo Nurce como líder da quadrilha que falsificava cigarros. Ele foi preso em um condomínio residencial de luxo no interior de São Paulo quando a operação foi deflagrada. Rafael Machado - Grupo Folha.

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