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terça-feira, 5 de setembro de 2017

REGIÃO - Prefeitos saem em defesa de Beto Richa

Para os prefeitos, as delações do empresário não correspondem à verdade, levando-se em conta a conduta do governador, que em sua vida pública
TRIBUNA DO NORTE - Prefeitos da região saíram ontem (2) em defesa do governador Beto Richa (PSDB), que foi citado na delação do empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor, à Procuradoria-Geral da República. Acusado de vários crimes e de causar prejuízos milionários ao Estado em obras na área de educação, o empresário agora tenta envolver o governador e outros integrantes da cúpula do governo paranaense na denúncia. Para os prefeitos, as delações do empresário não correspondem à verdade, levando-se em conta a conduta do governador, que em sua vida pública sempre procurou atuar com retidão, moralidade, ética e transparência. Na opinião dos prefeitos, Beto Richa vai provar sua inocência “diante da delação mentirosa de um preso que quer se livrar da cadeia”. Para o prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), quando se trata de delação, a pessoa fala o que quer, ficando para depois o probatório da parte contrária. “Pelo que eu sei, Beto Richa é um governador republicano, que não se envolve e nunca se envolveu em denúncias de corrupção”, observa. “Obviamente que nós que exercemos cargos públicos sempre podemos passar por este tipo de privação. Mas acredito que Beto Richa vai se defender com serenidade”, acrescenta. O prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre da Silva (PSC), diz que ficou indignado com as declarações do empresário Eduardo Lopes de Souza. “Esse delator é um cara que está preso com tornozeleira e agora resolve falar o que quer. Por que ele não fez delação antes, só agora que está em maus apuros?”, indaga Sérgio Onofre. Para o prefeito de Arapongas, é inconcebível que alguém que está preso por prática de atos ilícitos venha a público pôr em dúvida a conduta do governador Beto Richa, que vem fazendo um excelente governo. “Não se pode colocar em risco um governo tão bom como é este do Beto Richa, por causa da fala de alguém que está preso com tornozeleira”, lamenta.
“Eu não acredito que nem Beto Richa e ninguém do governo estejam envolvidos em corrupção”, declara. Miguel Amaral (PSDB), prefeito de Ivaiporã, considera Beto Richa um dos melhores governadores que o Paraná já teve e acredita que ele vai provar sua inocência. “Nos oitos meses da minha gestão, nunca recebi qualquer pedido de vantagens. Entendo que a investigação é necessária, mas temos certeza que o governador está tranquilo e vai provar sua inocência. É um governador municipalista, sempre preocupado com o desenvolvimento dos pequenos municípios. Por isso, em nome dos ivaiporãenses, agradeço toda a equipe de governo, pelo que fizeram na gestão do Carlos Gil e já realizaram nesses oito meses dessa nova gestão”, afirma Amaral. O ex-presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) e ex-prefeito de Ivaiporã, Luiz Carlos Gil (PSDB), diz que acredita na lisura do governador. “Existe a denúncia, agora tem que se provar. Até prova em contrário, acredito na lisura de Richa, no trabalho dele. Posso atestar que nunca ouvi ou vi nada de irregular durante o tempo da minha gestão. Pelo contrário, nossas conversas sempre foram pautadas em fazer as coisas certas”, diz Gil. Críticas à denúncia - O prefeito de Faxinal, Ylson Álvaro Cantagallo (PMDB), o Galo, disse não acreditar que o governador Beto Richa (PSDB) esteja envolvido em qualquer esquema de corrupção. Ele assinala que conhece muito bem a maneira ética, moral e séria como Beto Richa tem se comportado ao longo de sua vida pública, por isso não acredita em nada do que tem sido divulgado contra ele e membros de sua equipe de governo.“Eu acho, inclusive que, antes de se divulgar qualquer denúncia contra alguém nos meios de comunicação, primeiro teria que ter uma comprovação”, afirma Galo. “O que nós temos visto é que primeiro se coloca uma reportagem no ar para depois ouvir o denunciado. O governador vai provar que é inocente, mas aí o estrago já foi feito”, diz.O prefeito de Faxinal observa ainda que Beto Richa tem sido um excelente governador, atendendo a todos os municípios indistintamente. “Toda semana estão sendo liberados recursos para os municípios. Eu mesmo, apesar de ser do PMDB, tenho ido quase toda semana a Curitiba para buscar recursos do governo do Estado”, avalia. O prefeito de Marilândia do Sul, Aquiles Takeda (PV), faz questão de dizer que delações vêm ocorrendo em todo o País e fica por conta do denunciado provar sua inocência depois. No caso do governador Beto Richa, ela frisa que “trata-se de um homem público que construiu sua brilhante carreira política sempre pautado na moralidade, seriedade e transparência. Eu acredito que ele vai provar sua inocência”, afirma Takeda. Municípios destacam governo O prefeito de Jardim Alegre, José Roberto Furlan (PPS), que está na sua primeira gestão, também diz que até prova em contrário confia no governador. “Pelo pouco tempo de convívio que tenho com o Beto Richa, pude perceber que é uma pessoa séria e honesta. É uma pessoa preocupada em ajudar nossos municípios, e não vi nada de desleal nas atitudes dele. Por sinal, só tenho a agradecer por estar ajudando Jardim Alegre. É uma excelente pessoa, que merece o nosso carinho e o nosso respeito”, afirma Furlan. José Gonçalves (PSDB), vice-prefeito por duas gestões e atual prefeito de Godoy Moreira, também disse que não conhece nenhum ato que desabone o governador. “Durante todo o tempo que estamos trabalhando nunca percebi nada de irregular na gestão do Beto Richa. Se tem alguma coisa a Justiça vai ver, mas pelo que conheço e tenho acompanhado, não vai ser encontrado nada. Posso, sim, afirmar que os compromissos dele estão sendo todos cumpridos com nosso município, por isso, só temos a agradecer”, completa Gonçalves. Análise: fragilidade no entendimento das delações premiadas - A decisão do procurador Ivan Cláudio Marx de pedir a absolvição do ex-presidente Lula e a anulação do acordo de delação do ex-senador Delcídio do Amaral é um cavalo de pau do Ministério Público Federal e arma um nó de difícil solução.O episódio revela como é frágil, no MPF, o entendimento sobre método e alcance dos acordos de delação.Ressalta a dificuldade do combate à corrupção calcado em acordos fechados antes que as provas sejam alcançadas por outros métodos clássicos de investigação, como interceptações de telefonemas e laudos periciais.Ocorre que, antes de Marx, e sobre os mesmos fatos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia denunciado Lula e pedido sua condenação. Agora temos a seguinte situação: um delator contou à PGR o que alegou que sabia e, com base nisso, Janot entendeu que era p ossível conceder perdão judicial. O STF aprovou. Um ano depois, a fala do delator é atacada por outro membro do MPF. Ou seja, o delator agradou a um ouvido, mas não a outro e, por isso, poderá ser punido com a perda de todo o acordo.Muitas perguntas surgem: se o Estado, na figura da PGR, entendeu que as declarações do candidato a delator eram suficientes para um acordo e até para uma denúncia e depois disse que elas eram mentirosas, quem errou foi o delator ou foi o Estado? Se o Estado assina e pouco depois quer desfazer um acordo, que sinal está emitindo a futuros delatores? Os críticos, encontrados principalmente nos quadros da Polícia Federal, do método da PGR de homologar delações antes da busca de outras provas terão aqui um farto material de análise.Por um ponto de vista, o episódio é exemplo do caos processual, onde membros do mesmo órgão, justamente o responsável por fazer valer a lei, batem cabeça. Por outro, pode ser interpretado como manifestação vigorosa da independência dos procuradores de primeira instância.“Chefe”, no Ministério Público Federal, não deveria interferir nas convicções dos procuradores durante um processo judicial. A independência, reforçada lá na Constituição de 1988, foi reafirmada com ênfase nesta sexta (1º), para o bem e para o mal. (RUBENS VALENTE, DA FOLHA DE S. PAULO) informações TN Online.

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