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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Chefe do esquema da Carne Fraca fecha delação que atinge o PMDB do Paraná

Uma parte do esquema criminoso dos agentes fiscais ajudava em campanhas políticas ligadas ao PMDB e ao PP
O ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho, apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como chefe de esquema investigado na Operação Carne Fraca, assinou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. A possibilidade de que o acordo ocorresse já vinha sendo aventada há pelo menos dois meses e foi confirmada nesta quinta-feira (14) pela Gazeta do Povo. Em um primeiro momento as investigações da Carne Fraca ficaram mais focadas nos problemas ligados às fraudes sanitárias e, mesmo tendo desvendado as relações políticas do esquema, não se aprofundou no tema. “Uma parte do esquema criminoso dos agentes fiscais ajudava em campanhas políticas ligadas ao PMDB e ao PP. Isso é bem comum ao longo da investigação. Não foi aprofundado porque o nosso foco era saúde pública, corrupção e lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Maurício Moscardi Grillo, na entrevista coletiva concedida no dia em que a operação foi deflagrada. Com a delação de Gonçalves Filho, as investigações devem avançar nas relações políticas do esquema que, segundo apurado pela Gazeta do Povo, implicam especialmente a bancada de deputados federais do PMDB do Paraná. A partir de agora o MPF começa a colher os depoimentos do ex-superintendente para depois enviar o teor das investigações para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), já que a delação envolve deputados federais, que têm foro privilegiado. A relação política - Segundo as investigações da Polícia Federal, Daniel Gonçalves Filho comandava um esquema que fazia vistas grossas a irregularidades sanitárias cometidas por frigoríficos. “Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”, diz a PF. De acordo com as investigações, a propina abastecia campanhas políticas do PP e do PMDB. Informações da RTV, LEIA MAIS.

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