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quarta-feira, 19 de julho de 2017

IVAIPORÃ - Realizado o I Seminário de Capacitação da Toxoplasmose em Gestantes e Congênita

Equipes de saúde do município de Ivaiporã, compostas por médicos, enfermeiros, bioquímicos e agentes de saúde, participaram do I Seminário de Capacitação da Toxoplasmose em Gestantes e Congênita, promovido pela Prefeitura e organizado pela coordenadora do programa Saúde nos Bairros, Marcelle Mareze, com apoio do Departamento Municipal de Saúde. O evento foi promovido, na quinta-feira, dia 13 de julho, no salão nobre. O I Seminário de Capacitação da Toxoplasmose em Gestantes e Congênita fez parte do programa Saúde nos Bairros, lançado pela Prefeitura de Ivaiporã, em maio, coordenado por Marcelle Mareze, que cursa doutorado em Ciência Animal - área de concentração: saúde pública, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e executado por meio do Departamento Municipal de Saúde com o apoio Sesc (Serviço Social do Comércio) e da Fatec (Faculdade de Tecnologia do Vale do Ivaí). Marcelle Mareze convidou os médicos veterinários Italmar Teodorico Navarro e Regina Mitisuka Breganó, e a pediatra infectologista Jaqueline Dario Capobiango, que vieram de Londrina para falar acerca do tema central. Gestantes monitoradas - Italmar Navarro explicou que a preocupação com a toxoplasmose voltou devido ao zika vírus, embora não existam casos na região Sul. “Mas os casos que causam lesões graves em bebês – microcefalias provocadas por zika vírus, não chegam a 40%. Por outro lado, 60% de outros casos são causados, por exemplo, pela toxoplasmose. Por isso, é muito importante manter as gestantes monitoradas”, alertou Navarro. Segundo Italmar Navarro, a maioria das crianças que nasce infectada não apresenta imperfeições. “As crianças infectadas apresentam sequelas na primeira infância, apresentando dificuldades para engatinhar, que é um déficit neuromotor, assim como problemas para enxergar e também relacionados ao aprendizado”, exemplificou Navarro. Durante o I Seminário de Capacitação da Toxoplasmose em Gestantes e Congênita, Regina Breganó falou sobre o diagnóstico da toxoplasmose, que requer vários conhecimentos da técnica, e acerca do programa da toxoplasmose implantado em Londrina. Por outro lado, Jaqueline Capobiango abordou sobre a manifestação clínica e tratamento da gestante e da criança. “Dependendo da medicação, a gestante também trata o feto. Nesse caso, existem algumas opções de tratamento”, comentou Jaqueline Capobiango, informando que existe 1 caso para cada 1.000 recém-nascidos. Os palestrantes e o público alvo foram recebidos pelo prefeito Miguel Amaral, que incentivou a conscientização e a prevenção da toxoplasmose. No final, Marcelle Mareze disse que o I Seminário de Capacitação da Toxoplasmose em Gestantes e Congênita atingiu os objetivos, uma vez que proporcionou o debate, visando melhor atender as mulheres que eventualmente passem por esta doença durante a gestação. O objetivo é atuar de forma preventiva em relação à toxoplasmose, cujo protocolo foi adotado pelo programa Mãe Paranaense – Governo do Estado, inspirado no programa de Vigilância em Saúde da Toxoplasmose Gestacional e Congênita, implantando em Londrina, em 2007, e coordenado pelo médico veterinário Italmar Navarro.

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