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quarta-feira, 12 de julho de 2017

IMAGEM DO DIA - Ipês chamam atenção em Borrazópolis

Numerosa é a família do ipê. A Dra. Lúcia Lohman é uma das autoridades mundiais em ipê. Professora de biologia da USP, a Universidade de São Paulo, já participou de várias expedições para estudar a árvore, que arrebata tantos admiradores. Até escala troncos a fim de coletar amostras. “O ipê tem flores na cor branca, amarela, rosa, roxo, e temos inclusive o ipê verde, que tem uma flor esverdeada”, conta Lúcia. O ipê faz parte das “bignoniaceae”, o grupo de plantas que tem a flor em forma de funil, uma cornetinha, como o jacarandá, a flor de São João, a cuia, parentes do ipê. Já até propuseram que o ipê seja a flor nacional, sendo que o pau-brasil é a árvore nacional. O projeto que trata do assunto se arrasta há décadas, em Brasília. O ipê já flor símbolo nacional em El Salvador, Equador, Venezuela e Paraguai. Ele tinge a paisagem do México até a Patagônia . Ao todo, são cem espécies esparramadas pelas Américas. No litoral sul de São Paulo e Paraná cresce o ipê conhecido como pau de viola, de onde vem o som do fandango, um ritmo caiçara. A madeira é usada em lápis, um tamanco, uma colher de pau, brinquedos, feitos com a madeira largamente aproveitada em caixotaria, por isso conhecida também como caxeta. Segundo Lúcia, entre a maioria dos ipês, predomina as flores em cacho chegando a formar uma graciosa bolinha. As flores externas se abrem primeiro. Depois, os botões de dentro, cada um a seu tempo. A guia de néctar tem umas estrias pavimentadas com pelinhos. É uma pista que orienta e facilita o pouso do inseto polinizador. Depois de polinizado, o cacho de flores vira um cacho de frutos. Vagens de variados formatos de tamanhos. “O objetivo das sementes é levar novos indivíduos à novas distâncias”, explica Lúcia. LEIA MAIS.

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