PARA CONTATOS ADICIONE O EMAIL: studiowj@hotmail.com OU (43) 9 9977-1422

segunda-feira, 17 de julho de 2017

252 cidades do Paraná devem perder população até 2040; veja quais são

Projeção do Ipardes leva em conta tendências observadas nos censos de 2000 e 2010 e mostra um estado mais idoso; Municípios do Vale do Ivaí também estão na lista
Conforme o Jornal Gazeta do Povo, dos 399 municípios do Paraná, 252 vão perder população até 2040. A projeção foi feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) com base nas estimativas populacionais de 2017. Outros dados confirmam a tendência mundial de envelhecimento da população e diminuição no número de jovens. O diretor de pesquisas do Ipardes, Daniel Nojima, explica que a projeção que indica redução no número de habitantes gera apreensão nos prefeitos e gestores públicos, mas que isso não implica, necessariamente, em queda da renda municipal e empobrecimento. “Os municípios pequenos têm uma base forte no agronegócio. Com a modernização da agricultura, é normal ter menos pessoas dedicadas ao campo, que se mudam, mas a atividade continua gerando renda e outros empregos”, afirma. Alguns serviços, porém, deixarão de existir, por não haver demanda suficiente em determinadas localidades. A tendência, porém, é que as migrações ocorram de municípios pequenos para polos regionais, e não tanto para a capital ou grandes cidades. Fazendo a projeção da população com base no Censo de 2010, são 223 municípios que têm perda populacional até 2040. Desses, 204 têm até 20 mil habitantes. “Esses 204 municípios representam 38,6% do PIB agropecuário do Paraná”, explica Nojima. Os dados precisam ser entendidos como ferramenta de planejamento de políticas públicas, defende o pesquisador. “É preciso pensar na infraestrutura que a cidade vai ter, para receber no futuro mais ou menos pessoas, mais idosos e menos jovens”, explica. O Paraná deve chegar a 2040 com 12,2 milhões de habitantes, crescimento de 7,8% em relação ao número atual. A população na faixa de 0 a 14 anos deve passar de 20,8% para 14,6%. Por outro lado, os idosos com 65 anos ou mais, representarão 19,9% da população total. “A partir dos dados pode-se imaginar que haverá pressão maior por gastos na saúde e necessidade menor de investimentos em educação, porque haverá menos jovens”, exemplifica Nojima.

Nenhum comentário: