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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Quatro toneladas de carnes nobres são apreendidas em restaurantes no Paraná

A meta era desarticular uma quadrilha que falsificava os selos municipal e estadual de inspeção para a comercialização de carnes
A Operação "Espeto Corrido", deflagrada na quinta-feira (8) por agentes de vários órgãos públicos, resultou na apreensão de quatro toneladas de carnes nobres irregulares em churrascarias de Curitiba e Pinhais (sul do Estado) e Foz do Iguaçu (na Tríplice Fronteira, oeste do Paraná). A meta era desarticular uma quadrilha que falsificava os selos municipal e estadual de inspeção para a comercialização de carnes. No total, 13 estabelecimentos comerciais foram fiscalizados simultaneamente. As investigações foram coordenadas pela Delegacia de Estelionato de Curitiba, em uma força-tarefa com o Ministério da Agricultura, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Vigilância Sanitária de Curitiba, Pinhais e Foz do Iguaçu, além da Receita Federal de Curitiba e Foz. A 6ª Subdivisão Policial (SDP) de Foz deu apoio à operação. Em Curitiba, uma distribuidora de carnes e nove churrascarias foram vistoriadas, com diligências nos bairros Alto da Glória, Batel, Cajuru, Fanny, Santa Felicidade, Uberaba, Tarumã e Xaxim. Dos dez locais, oito tiveram apreensão de carne. Todos os produtos irregulares foram inutilizados. As churrascarias cobravam um valor que variava de R$ 68 a R$ 97 por refeição. No município de Pinhais, Região Metropolitana da Curitiba (RMC), outra distribuidora de carnes foi inspecionada, mas sem apreensão. Na cidade de Foz do Iguaçu, oeste do Paraná, mais duas distribuidoras de carnes foram fiscalizadas. De acordo com as investigações, as duas empresas eram as principais responsáveis pela comercialização das carnes aos estabelecimentos de Curitiba. Todas as carnes dos locais em Foz também foram apreendidas e as distribuidoras fechadas pela Receita Federal e Vigilância Sanitária. As carnes apreendidas são bovinas, suínas e pescadas e eram comercializadas de forma irregular, pois os selos eram falsificados sem passar por inspeções sanitárias. Agora as investigações prosseguem para apurar a origem das mercadorias e saber de que forma as falsificações eram realizadas. Os proprietários das empresas envolvidas no esquema delituoso serão indiciados pelos crimes de associação criminosa, crime contra a ordem tributária, estelionato, receptação e falsificação de selo público municipal e estadual. Se condenados, os autuados poderão pegar mais de 20 anos de prisão. LEIA MAIS

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