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sexta-feira, 30 de junho de 2017

MPPR manifesta discordância acerca de relatório sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos

O Ministério Público do Paraná, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, manifestou discordância em relação a relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que classificou como livres de resíduos de agrotóxicos que representam risco agudo para a saúde quase 99% das amostras avaliadas. O estudo, também foi contestado por diversas entidades ligadas à vigilância sanitária no país, inclusive o Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos do Paraná (Para Estadual), entre elas o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Os itens foram analisados entre os anos de 2013 e 2015. Para o Centro de Apoio, o dado não revela a realidade dos alimentos comercializados e consumidos no país. Isso porque considerou apenas como prejudiciais à saúde os casos de risco agudo (efeitos causados imediatamente após o consumo). Estes representam apenas 1% das amostras analisadas, quando é sabido por todas as pesquisas do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos que o comprometimento dos produtos hortifrutis por agrotóxicos em limites acima dos permitidos ou de não autorizados chegam ao patamar de 30%. Esta situação é considerada de risco crônico (malefícios à saúde causados pelo acúmulo do consumo ao longo dos anos). Em manifestação tornada pública no site do Centro de Apoio, o órgão argumenta que “o documento desconsiderou o efeito crônico do consumo de agrotóxicos potencialmente relacionados a agravos como câncer, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico, entre outras doenças degenerativas”.
De acordo com o coordenador do Caop, o procurador de Justiça Ciro Expedito Scheraiber, a estatística causa a falsa impressão de que o consumo da quase totalidade dos alimentos atualmente comercializados não representa risco à saúde. “A informação dada à população é equivocada e prejudicial aos direitos do consumidor”. Amostra – O estudo considerou a análise de 12.051 amostras de 25 alimentos de origem vegetal, representativos da dieta da população brasileira, entre eles: abacaxi, abobrinha, alface, arroz, banana, batata, beterraba e cebola. As amostras foram coletadas em estabelecimentos varejistas localizados nas capitais de todo território nacional. Foram pesquisados até 232 agrotóxicos diferentes nas amostras monitoradas. Acesse a íntegra da manifestação do Caop.

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