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sexta-feira, 2 de junho de 2017

IVAIPORÃ - Conseg e autoridades irão debater superlotação na carceragem no dia 8 de junho

O presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) de Ivaiporã, Jair Burato, convocou uma reunião em caráter de emergência para debater a situação em que se encontra a carceragem da 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, que tem capacidade para 40 presos. No entanto, na terça-feira, dia 30 de maio, o delegado Gustavo Dante contabilizou 163 detentos. A reunião está agendada para o dia 8 de junho, às 18h30, no salão nobre da Prefeitura de Ivaiporã, com o prefeito Miguel Amaral; presidente do Conseg, Jair Burato; delegado da 54ª Delegacia de Polícia Civil, Gustavo Dante; subcomandante da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, capitão Élio Boing; representantes do Ministério Público, Poder Judiciário da Comarca de Ivaiporã e Corpo de Bombeiros; prefeitos dos municípios de Jardim Alegre, Lidianópolis, Arapuã e Ariranha do Ivaí; presidentes dos Consegs da região; e profissionais dos meios de comunicação escrito, falado e virtual.  “O problema da superlotação na carceragem da 54ª Delegacia de Polícia Civil precisa ser debatido pelos municípios da Comarca de Ivaiporã. A carceragem tem 163 presos, mas a capacidade máxima é de 40 detentos”, lembrou Jair Burato. Em março, a Justiça determinou a interdição total da carceragem, que foi construída, em 1982, e projetada para abrigar 32 presos. Devido às fugas e tentativas, com perfurações no teto e no subsolo, o prédio encontra-se em condições precárias – sem mencionar o sistema elétrico e hidráulico. 
Laudos: estrutura precária - Mensalmente, a conta de água que chega a 54ª Delegacia de Polícia Civil gira entre R$35 e R$40 mil, cuja despesa é arcada pelo Estado. Em 2016, engenheiros da Prefeitura de Ivaiporã e o Corpo de Bombeiros vistoriaram e analisaram a estrutura da carceragem. Os laudos apontaram que a estrutura é antiga e precária. Para amenizar a situação, em alguns casos, os juízes criminais e de plantão concedem liberdade provisória a infratores com menor periculosidade. Por outro lado, os pedidos de transferência são frequentemente solicitados pelo delegado Gustavo Dante às autoridades competentes. Mas a falta de vagas no sistema penitenciário, onde os presos condenados deveriam pagar penas, piora a situação. Desde que assumiu o mandato, o prefeito de Ivaiporã, Miguel Amaral, não mede esforços no sentido de ajudar na medida do possível – inclusive cobrando ações do Governo do Estado, como a transferência dos presos condenados e reforma da carceragem. Segundo Jair Burato, a maioria dos presos vive doente por causa da umidade, falta de ventilação e luminosidade. “Para fazer a reforma e melhorar as condições da infraestrutura da carceragem é necessário remover pelo menos os 60 presos que foram condenados”, informou Jair Burato. No dia 22 de maio, por volta das 19h30, a Polícia Civil evitou mais fuga em massa na carceragem de Ivaiporã. Segundo o delegado Gustavo Dante, os agentes penitenciários perceberam um barulho que vinha do almoxarifado, que fica nos fundos da 54ª Delegacia de Polícia Civil. Para disfarçar o barulho da escavação do túnel, os presos passaram a bater nas grades e a pedir atendimento médico para um detento. Segundo Gustavo Dante, tratava-se de uma tática para distrair os agentes carcerários. No dia seguinte, foi constatado um túnel com 18 metros de extensão.

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