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quinta-feira, 8 de junho de 2017

GÊNERO - Uma questão de educação da sociedade

REPORTAGEM DO ESTUDANTE DE JORNALISMO - DIEGO ARAÚJO
O papel fundamental da escola, e da mídia para educação sobre gênero e a violência de gênero. A desconstrução do Masculino e Feminino e os retratos da violência contra as mulheres
DIEGO ARAUJO - “Falar sobre gênero na sociedade contemporânea tem sido uma tarefa necessária, porém, na maioria das vezes, essa discussão vem carregada de preconceitos. Tais preconceitos acabam por inferiorizar uma categoria, geralmente mulheres, homossexuais, negros/as em relação á outra além de produzir e reproduzir a discriminação”. Como é defendida a ideia de Marcio de Oliveira e Reginaldo Peixoto no capitulo do livro “ Educação, Saúde e Sexualidade: diálogos possíveis. O conceito de gênero denota uma diferenciação. A lógica ocidental tradicional funciona como uma divisão binária, ou seja, que se divide em dois opostos: masculino x feminino, macho x fêmea ou homem x mulher. Sob esse ponto de vista, o ser humano nasce dotado de determinadas características biológicas que o enquadra como um indivíduo do sexo masculino ou feminino. O sexo é definido biologicamente tomando como base a genitália, cromossomos sexuais e hormônios com os quais se nascem. No entanto, o sexo não determina por si só, a identidade de gênero ou a orientação sexual de uma pessoa. A (DES)CONSTRUÇÃO SOCIAL DO MASCULINO E FEMININO - Para Margot Jung, militante do movimento LGBT e feminista da marcha mundial de Mulheres, fala sobre a sociedade heteronormativa em que tudo separa em dois gêneros, em feminino e masculino. “Roupas de menino e de menina, cor de menino e de menina, brinquedos de menino e menina”. Margot afirma que, pais e mães reafirmam esse padrão quando as meninas ganham apenas bonecas, jogos de panelinhas e os meninos postos de gasolina e bola. “Essa é uma forma subliminar de dizer que à mulher estão reservadas apenas tarefas domésticas, caseiras e a maternidade. Já, aos homens, estão reservadas tarefas que exijam força, raciocínio lógico, agilidade”. Quebrar estes padrões é um passo muito importante para a igualdade de gênero, “educando meninos e meninas para crescerem respeitando-se mutuamente”. Com os adultos, a tarefa é um pouco mais árdua, mas não podemos perder o foco em combater as desigualdades. “É necessário conversar com adolescentes que estão namorando e ainda não tem dimensão do que é a violência de gênero, explicar que o menino controlar o comprimento da roupa ou ter a senha do Facebook da menina não é demonstração de amor e sim demonstração de opressão, de desconfiança e dominação” finaliza Margot. MÍDIA E EDUCAÇÃO - As escolas e a mídia tem o papel fundamental na luta contra os preconceitos. A mídia tem como função informar para formar, e também para educar, por meio de medidas educativas desenvolvidas para a pratica da discussão sobre gênero. Veja no vídeo a entrevista de Marcio de Oliveira, Pedagogo e Professor universitário, onde ele fala sobre as questões da igualdade de gênero no ambiente escolar através das mídias. LEIA MAIS

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